segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

MJ ASSINA PACTO ESTRATÉGICO DE FRONTEIRAS

Ministério da Justiça assina pacto Plano Estratégico de Fronteiras - BOM DIA AMAZÔNIA, REDE GLOBO, Sexta-feira, 09/12/2011

O termos de adesão de 11 estados ao Plano Estratégico de Fronteiras vai possibilitar o acesso a recursos de R$ 37 milhões para investimentos em segurança.



COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Sem criar uma polícia específica, comprometiva, treinada, capacitada e focada nas fronteiras, este plano tem tudo para dar errado. É muito mais midiático e desperdício de dinheiro e recursos públicos do que eficiente. Vamos esperar para ver. Gostaria de estar errado, mas não enxergo sucesso no plano.

CAÇADORES DE CARROS NA BOLÍVIA VÃO ATRÁS DE CARROS ROUBADOS NO BRASIL



Você vai acompanhar uma investigação junto com os caçadores de carros roubados. Eles usam a tecnologia para recuperar veículos levados do Brasil e vendidos em países vizinhos. FANTÁSTICO, REDE GLOBO, 11/12/2011


O trânsito é caótico em Santa Cruz de la Sierra, maior cidade da Bolívia. Às vezes, simplesmente trava.

Homens são caçadores têm uma missão nesta selva urbana. Eles preparam as armas - antenas, receptores, GPS, câmeras fotográficas, e partem para uma caçada diferente das que estão acostumados: desta vez, em terras estrangeiras.

O aparelho começa a apitar. Tensão no carro. Para os caçadores, esse apito é sinal de que acharam, dentro de um condomínio boliviano, um carro roubado no Brasil. O técnico de rastreamento faz um contato com a empresa em São Paulo para saber que tipo de carro é e quando ele foi roubado. Ele é informado de que se trata de um Mitsubishi L-200, 2007, roubado em Brasília. “Vamos ver a verificação, pra ver se bate com estas informações”.

A verificação é feita por cima do muro. A primeira etapa para recuperar o veículo roubado está cumprida. Os caçadores não têm tempo a perder. Logo, outro apito. Parece vir de um Vectra preto, que passa e desaparece.

Em média, 360 mil carros são roubados a cada ano no Brasil - cerca da metade no estado de São Paulo, onde só neste ano já ocorreram quase 170 mil furtos e roubos de veículos. Dois a cada cinco minutos.

No QG dos caçadores, em São Paulo, uma tela mostra em tempo real onde estão os carros roubados. Os veículos são equipados com sistema de radiofrequência. Assim que o roubo acontece, os clientes avisam à central.

“Automaticamente, eles disparam o sinal daqui. As antenas começam a reportar esse sinal, o carro roubado passa próximo a uma dessas antenas, a nossa central capta isso. E dão o ‘start’ na equipe de localização que está nas ruas”, explica Marcelo Orsi, diretor de marketing da empresa.

Menos da metade dos veículos roubados no país é recuperada. “A gente sabe que uma boa parte é desmanchada no Brasil. Outra parte continua circulando no Brasil com seus documentos, placas e chassis adulterados. E outra parte é levada. Eu diria principalmente para Paraguai e Bolívia”, diz Julio Avelar, superintendente da Central de Seguradoras (CNseg).

É por isso que os caçadores de carros roubados estão em Santa Cruz de la Sierra, que fica a 650 quilômetros de Corumbá, cidade em Mato Grosso do Sul que fica na fronteira com a Bolívia. Lá, eles rodam ao léu à espera de que o aparelho apite.

Mais um veículo roubado no Brasil foi localizado e levado para cá para Santa Cruz de la Sierra, e está circulando normalmente. É uma perua, que está parada à frente.

Em cinco dias de caça, localizamos sete automóveis roubados no Brasil. Identificamos alguns dos bolivianos que compraram esses carros.

“A gente uma informação de que esse carro foi roubado no Brasil”, diz o repórter ao motorista do carro.

Em São Paulo, falamos a dona do carro. Ela conta como foi o assalto que sofreu. “Abri a garagem, no momento que eu desliguei o motor, apareceram dois rapazes jovens e entraram no carro um de cada lado, com uma arma na minha cabeça, e pediram para que eu saísse do carro, mostrando primeiro onde estavam a bolsa e as coisas de valor. E depois me liberaram”.

Na Bolívia, o homem diz que o carro foi comprado de “uma pessoa séria”.

“Os veículos que são roubados são levados para o território boliviano onde são trocados por cocaína. Um carro popular vale normalmente um quilo de cocaína, ao passo que caminhonetes são trocadas por quatro ou cinco quilos da droga. Caminhões, dependendo do modelo e ano, por 15 a 20 quilos de cocaína”, detalha o delegado da Polícia Federal Eder Rosa Magalhães.

Os caçadores recuperam a pista do Vectra preto. Eles já o viram estacionado em vários pontos de Santa Cruz. Flagraram o motorista bebendo cerveja em um posto de gasolina, mas nada do endereço de onde o carro fica. Só assim eles podem acionar a polícia.

No Brasil, foi fácil encontrar o ex-dono. “Eu vim prestar socorro a um amigo que bateu o carro. Depois de resolvido o problema dele, ele pegou o carro dele e saiu. Quando eu fui entrar no meu carro para sair também, dois elementos armados me abordaram, me renderam e me fizeram entrar no carro. Mandou eu abaixar a cabeça, deitar no banco, e assim eu fiz”, conta Valdeir de Queiroz Lima, advogado.

Ficou uma hora com os bandidos e foi deixado em um matagal com os pés e as mãos amarrados. “Praticamente meia hora depois do ocorrido, a polícia foi acionada. E esse carro chegou na fronteira, passou na Bolívia e a polícia não encontrou esse carro”, conta o dono do carro.

“É fácil e é fácil desviar da fiscalização. A quantidade de vias de acessos secundárias que são possíveis de serem utilizadas dificultam demais o trabalho da fiscalização”, esclarece Luciano Anechini Lara Leite, promotor de Corumbá.

Para escapar da fiscalização, as quadrilhas usam estradas secundárias, como uma em Corumbá. Elas são chamadas cabriteiras, que vem de cabrito. Na gíria do crime, significa carro roubado.

A polícia sabe da existência de entre 50 e 70 cabriteiras perto de Corumbá. Seguimos por uma delas, que termina a poucos metros de quem deveria fiscalizar os automóveis que saem do país.

A fiscalização fica por conta de uma série de câmeras espalhadas pelas principais rodovias que levam às fronteiras do Brasil. Elas são bancadas pelas seguradoras e fotografam todo carro que passa. Se a placa coincidir com a lista nacional de veículos roubados, a informação é passada para a polícia.

Mas, perto de Corumbá, o posto da Polícia Rodoviária Federal está desativado, por falta de pessoal. Se um carro roubado é flagrado, simplesmente não tem policial para correr atrás.

Finalmente, os caçadores conseguem fotografar o Vectra dentro da garagem. Abatido mais um alvo, eles voltam a rodar e captam outro sinal: um Astra preto, roubado em Corumbá. Mais alguns quilômetros, outro apito forte. O sinal é de uma Toyota Hilux, roubada em Cáceres, Mato Grosso. Mas os caçadores só conseguem o endereço à noite. Selos no vidro levantam a suspeita de que o carro foi legalizado no país vizinho.

A frota boliviana é de pouco mais de um milhão de carros. Em junho de 2011, o governo boliviano editou uma lei para permitir a regularização de veículos sem documentos, chamados de chutos por lá. Recebeu pouco mais de 120 mil inscrições. Ou seja, mais de 10% da frota estaria ilegal.

O Brasil enviou uma lista com dados de 2,4 milhões de carros roubados nos últimos dez anos e não recuperados.

O cruzamento dos dados revelou a existência de quatro mil veículos com queixa de roubo no Brasil rodando na Bolívia. Até agora, 487 foram apreendidos, mas nenhum ainda voltou para o Brasil.

“Mas nunca imaginei que o meu carro estivesse rodando livremente com uma placa oficial. Realmente é assustador”, afirma a dona do carro roubada.

Os caçadores continuam em busca de veículos roubados. Eles chegam perto de uma oficina mecânica. Eles levantam a hipótese de o carro estar sendo consertado. Logo depois, fica confirmado que o Audi está dentro da oficina.

Outra presa é captada pelos radares dos caçadores. Estaria dentro de um galpão. Segundo a central, é um verdadeiro troféu de caça: um caminhão Scania branco, avaliado em R$ 250 mil.

O rapaz que atende a reportagem diz que não sabe de nada e que o veículo pertence ao tio. “Usamos para levar carga para La Paz, para Cochbamba”, diz.

“Com certeza, é o caminhão nosso”, garante o dono do Scarnia. “Só mudaram a placa do caminhão.”

Quando viu que o caminhão não voltou no final do dia, o dono da transportadora já imaginou que fosse um roubo. Mais um.

“No outro dia os motoristas entraram em contato. Disseram que tinham sido assaltados e seqüestrados. Que é sempre do mesmo modo. Quando eles liberam o motorista, o caminhão já sumiu”, conta João Henrique Gallo Costa, ex-dono do caminhão.

Na Bolívia, o rapaz nega que tenha havido qualquer problema de documentação.

“A gente achava que esse caminhão era desmontado e revendido em peças. Agora, saber que o caminhão está emplacado e trabalhando para outra pessoa, um bem que era nosso, a gente fica indignado com isso”, diz o dono do Scania.

Com as informações em mãos de sete carros roubados no Brasil e flagrados rodando em Santa Cruz de la Sierra, chega a hora dos caçadores buscarem a polícia especializada em roubo de veículos. Acompanhamos sem nos identificar como jornalistas.

O comandante vai mandar investigadores atrás dos carros. Mas, antes, ele dá uma informação importante. Diz que as placas não são legais e cita o exemplo da placa do Astra preto.

“Deveria estar com um Montero Pajero. São clonadas. Colocaram uma placa de um Montero no Astra”, diz.

Na rua, os policiais apreendem quatro dos sete carros que localizamos. O caminhão Scania e o Audi-3 sumiram depois que foram flagrados por nossa reportagem. A Pajero, segundo a polícia, não foi apreendida porque teria sido legalizada em 2002 por uma lei parecida com a de junho. As duas peruas, a Mitsubishi L-200 e a Hilux, estavam com o chassi adulterado e foram apreendidas.

O Astra tinha placa clonada. Para ser levado para o pátio da polícia teve que ser empurrado e depois ganhou um reforço da bateria do carro dos policiais. O Vectra, que tanto trabalho deu aos caçadores, acabou sendo pego em frente à delegacia, onde o dono boliviano tinha ido sossegadamente tratar de algum outro problema.

Os quatro apreendidos foram parar em um pátio. Juntaram-se aos outros 500 que a nova lei boliviana identificou como fruto de roubo em território brasileiro. Vão aguardar até que o governo boliviano decida se, e como, vai mandá-los de volta ao Brasil. Nenhum dono foi preso.

sábado, 10 de dezembro de 2011

PLANO DE FRONTEIRAS QUER BARRAR A ENTRADA DE DROGAS E ARMAS


Plano de fronteiras quer barrar a entrada de drogas e armas. WILSON DIAS/ABR/JC - 09/12/2011

Ministro José Eduardo Cardozo (e) anunciou 2,8 mil vagas em concursos para PF e PRF
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, informou que no próximo ano deverão ser contratados, através de concurso público, 1,5 mil novos policiais rodoviários federais e 1,3 mil policiais federais. A maioria dos novos servidores será encaminhada para trabalhar nas fronteiras, que envolvem 710 municípios.

O anúncio foi feito nesta quinta-feira, durante a assinatura dos termos de adesão pelo Rio Grande do Sul e mais de dez estados ao Plano Estratégico de Fronteiras, que vai possibilitar o acesso a recursos de R$ 37 milhões para investimentos em segurança. O plano é coordenado pelo Ministério da Justiça em parceria com o da Defesa e visa a coibir o tráfico de armas e drogas provenientes dos países vizinhos. Todos os estados envolvidos já apresentaram projetos de integração de trabalho, que estão sendo analisados pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

O plano contará com a atuação das Forças Armadas, da Polícia Federal e das polícias Rodoviária Federal (PRF) e estaduais. Atualmente, duas operações de caráter permanente atuam contra ilícitos nas regiões de fronteira no País: a Operação Sentinela e a Operação Ágata.

Segundo Cardozo, os países de fronteira têm respondido positivamente aos planos do Brasil de combate ao tráfico e outros atos ilícitos nas fronteiras. Ele destacou que a presidente Dilma Rousseff encarregou o Ministério da Justiça de três grandes projetos prioritários: o Plano Estratégico de Fronteiras, a reforma do sistema penitenciário, que deverá envolver recursos de R$ 1,1 bilhão e que permitirá a criação de mais 60 mil vagas nos presídios até 2014, e o Plano de Enfrentamento do Crack, com recursos de R$ 4 bilhões.

Durante o evento, o governador do Mato Grosso, Silval Barbosa, defendeu no Ministério da Justiça "a criação de uma norma institucional que permita a presença permanente da Força Nacional de Segurança nas fronteiras, especialmente no seu estado". Barbosa ressaltou que o efetivo mato-grossense não é suficiente para garantir uma proteção permanente contra o crime organizado. Este ano, foram apreendidas mais de seis toneladas de cocaína provenientes da Bolívia, que faz fronteira com o Mato Grosso, estado que tem 750 quilômetros de fronteira seca.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Apesar de louvar a iniciativa de investir na segurança das fronteiras, duvido muito que Governo e sociedade tenham sucesso com este plano, já que as medidas são superficiais, imediatistas e midiáticas, onde os envolvidos não estarão devidamente comprometidos com a causa. Vai ser fogo de palha. A bandidagem agradece e os cofres públicos saem penalizados com o desperdício.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

GOVERNO ANUNCIA MAIS POLICIAIS PARA A FRONTEIRA


CONTRATAÇÃO EM VISTA. Medida faz parte de plano, que inclui o Rio Grande do Sul, para coibir tráfico de armas e drogas - ZERO HORA 09/12/2011

O Ministério da Justiça assinou ontem termos de adesão de 11 Estados, entre eles o Rio Grande do Sul, ao Plano Estratégico de Fronteiras, que vai possibilitar o acesso a recursos de R$ 37 milhões para investimentos em segurança. O plano, em parceria com o Ministério da Defesa, busca coibir o tráfico de armas e drogas provenientes dos países vizinhos. Entre as medidas para implementar o projeto está a promessa de contratação de policiais federais e rodoviários federais já no próximo ano.

Todos os Estados envolvidos já apresentaram projetos de integração de trabalho, que estão sendo analisados pela Secretaria Nacional de Segurança Pública. O plano estratégico contará com a atuação das Forças Armadas e das polícias Federal, Rodoviária Federal e estaduais. Atualmente, duas operações de caráter permanente atuam contra crimes nas regiões de fronteira no país: a Operação Sentinela e a Operação Ágata.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, informou que devem ser contratados 1,5 mil novos policiais rodoviários federais e 1,3 mil policiais federais. A maioria deles deve ser encaminhada para trabalhar nas fronteiras, que envolvem 710 municípios.

Segundo o ministro, os países de fronteira têm respondido positivamente aos planos do Brasil de combate ao tráfico e outros atos ilícitos. Ele afirmou que tem se reunido com ministros da Justiça e do Interior de países do Mercosul e que foram assinados pactos com foco na segurança nessas regiões. Cardozo destacou que a presidente Dilma Rousseff encarregou o Ministério da Justiça de três grandes projetos prioritários: o Plano Estratégico de Fronteiras, a reforma do sistema penitenciário, que deverá envolver recursos de R$ 1,1 bilhão e que permitirá a criação de mais 60 mil vagas nos presídios até 2014, e o Plano de Enfrentamento do Crack, com recursos de R$ 4 bilhões.

Assinaram o termo de adesão ao plano representantes do Rio Grande do Sul, Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina.

PROMESSA PARA 2012

- 1,5 mil novos policiais rodoviários federais
- 1,3 mil policiais federais

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Seria bem melhor transformar a Polícia Rodoviária Federal em Polícia Nacional de Fronteiras, capacitando e remanejando policiais de trânsito das estradas federais para o policiamento ostensivo e discreto nas linhas de fronteira. A Polícia Federal deveria ser uma polícia enxuta e direcionada aos crime de relevância nacional e internacional. Se continuarem aumentando efetivos e atribuições da polícia federal, ela deixará ser a melhor e mais eficiente corpo policial do Brasil. Por favor, senhores governantes. Está na hora de acabar com o amadorismo e as políticas midiáticas e superficiais na área da segurança pública. Basta olhar para os outros países e verificar que este tipo de medidas não existe. Nos EUA existem os Borders line e na Argentina os Gendarmes. No Brasil, são empregados nas fronteiras a PF (uma polícia basicamente investigativa), a PRF (uma polícia de trânsito) e as Forças Armadas (corpos preparados para a guerra contra outros países), auxiliados pelas polícias estaduais despreparadas, mal remuneradas e com condições e equipamentos precários. É um desperdício de dinheiro público. PAGO PARA VER RESULTADOS.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

POLÍTICA DE FRONTEIRA ABRE 2.800 VAGAS PARA PF E PRF

Governo anuncia 2.800 novas vagas para PF e Polícia Rodoviária - DE SÃO PAULO. FOLHA.COM, 08/12/2011 - Com informações da Agência Brasil

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, anunciou nesta quinta-feira (8) que devem ser contratados, no próximo ano, 1.500 novos policiais rodoviários federais e 1.300 policiais federais.

A maioria das vagas deve ser encaminhada para trabalhar nas fronteiras, que envolvem 710 municípios.

Um pacto entre a União e 11 Estados --Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina-- vai liberar R$ 37 bilhões para o Plano Estratégico de Fronteiras, para fortalecer as ações de segurança pública nessas regiões.

O plano foi lançado em junho deste ano.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Investir numa polícia investigativa e abarrotada de tarefas e numa polícia de trânsito para policiamento nas fronteiras é puro amadorismo e superficialidade. Não é a toa que todos os esforços para controlar as fronteiras do Brasil tem sido inúteis. Todo este esforço governantal deveria ser destinado na criação de uma POLÍCIA NACIONAL DE FRONTEIRAS com agentes motivados, preparados, treinados e potencialmente direcionados á segurança das fronteiras.

Por favor, Ministro. Chega de amadorismo. Basta dar uma olhada nas políticas de fronteiras empregadas na Argentina e nos EUA onde gendarmes e borders line, respectivamente, exercem a proteção e o controle da segurança das fronteiras de seus países. Tirar o foco da PF só interessa aos corruptos dentro dos Poderes.

Agora, se tirasse as PRF de dentro dos territórios federativos estaduais, passando as rodovias federais aos Estados, transformando a PRF em POLÍCIA DE FRONTEIRA, eu estaria de acordo, pois cumpriria um princípio federativo e atenderia nosso clamor por uma polícia específica para fazer o patrulhamento, o controle e o monitoramento das longas e desguarnecidas fronteiras do Brasil. Aí sim, deixaríamos de ser amadores nesta área.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

BM APRENDE MEIA TONELADA DE MACONHA VIDA DO PARAGUAI

GOLPE NO TRÁFICO. Droga estava em veículo abordado ontem em rodovia do Vale do Taquari - PEDRO MOREIRA, zero hora 07/12/2011

Uma operação conjunta entre a Brigada Militar (BM) e o Ministério Público Estadual terminou com a apreensão de meia tonelada de maconha na noite de ontem em Pouso Novo, no Vale do Taquari. A droga estava em um Astra Sedan com placas de Caldas Novas (MG), que foi abordado no km 297 da rodovia Soledade-Lajeado (BR-386). Quatro homens e uma mulher foram presos.

A maconha seria distribuída a traficantes de Porto Alegre e da Região Metropolitana. Conforme o chefe do setor de inteligência do Comando de Policiamento Metropolitano (CPM), major Adriano Klafke, os policiais monitoravam o Astra e outro veículo de apoio aos criminosos, um Brava, com placas de Bagé. Os veículos teriam saído da cidade de Capitan Bado, na fronteira do Paraguai com o Mato Grosso do Sul, passando pelo Paraná e Santa Catarina.

– A droga estava embalada em tijolos, organizados em fardos no porta-malas e no banco traseiro do Astra, até a altura da janela. Só tinha um tapete preto por cima para disfarçar – disse o major Klafke.

A suspeita da polícia é de que os criminosos, a princípio gaúchos, sejam integrantes da mesma quadrilha, à qual pertence um casal detido em junho, na mesma rodovia, em Montenegro, com 1,2 tonelada de maconha. A mesma equipe do CPM e do Batalhão de Operações Especiais foi responsável pela apreensão em Montenegro e pela de ontem.

– A intenção dessas operações é desarticular o tráfico na Região Metropolitana. Meia tonelada é uma quantidade bem representativa – avaliou o comandante do CPM, coronel Silanus Mello.

Até o fechamento desta edição, os presos – com idades entre 20 e 30 anos – não haviam sido identificados pela polícia. Os detidos seriam encaminhados à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento de Lajeado, onde a droga seria pesada oficialmente.

CONSÓRCIO DO TRÁFICO INJETAVA MEIA TONELADA DE COCAÍNA PURA POR MÊS

GOLPE NO TRÁFICO. PF ataca consórcio de traficantes. Grupo identificado é suspeito de injetar 500 quilos de cocaína pura no país mensalmente - GUILHERME A.Z. PULITA | CAXIAS DO SUL, zero hora, 07/12/2011

Em uma operação contra o narcotráfico, a Delegacia da Polícia Federal de Caxias do Sul desarticulou um dos tentáculos de um consórcio de traficantes que injetava mensalmente 500 quilos de cocaína pura no país. Na manhã de ontem, 200 agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em quatro Estados e no Paraguai. Em pouco mais de seis horas, 34 pessoas foram presas, sendo 24 delas no Rio Grande do Sul.

A ação desarticulou uma das rotas de um dos três maiores traficantes do país. Trata-se de Gilmar Ribeiro, o Índio, que há anos vive foragido no Paraguai e, segundo a PF, era quem adquiria a droga nos cartéis bolivianos e colombianos ou de outros traficantes radicados no Paraguai.

Ontem, a PF não fez apreensões de drogas. Esse resultado já era previsto. De acordo com o delegado Noerci da Silva Melo, titular da Delegacia da PF de Caxias, agentes sabiam que não apreenderiam entorpecentes, apenas os operadores do tráfico:

– A operação foi para retirar de circulação essas pessoas.

Conforme o delegado, agentes, em parceria com a Secretaria Nacional Antidrogas, descobriram que traficantes estão montando consórcios para vender drogas no país e para Europa. Noerci revela que os traficantes estão adquirindo terras próximo às cidades de Pedro Juan Caballero, fronteira com Ponta Porã (MS), e montando um entreposto para a droga.

Foi por meio de dois traficantes de Bento Gonçalves que a Delegacia da Polícia Federal conseguiu descobrir uma das rotas que abastecia o sul do país com cocaína pura. De acordo com Noerci, a dupla teria contato direto com Índio no Paraguai.

Durante as investigações foi possível definir três grupos de distribuidores no Estado que se relacionavam e adquiriam drogas de Índio e de seus consorciados no Paraguai. Durante os monitoramentos das atividades dos criminosos, agentes descobriram que um dos traficantes de Bento ia com frequência ao Paraguai para adquirir cocaína diretamente com o Índio. Esse homem é uma das nove pessoas presas pela PF em Bento Gonçalves.

Em Caxias do Sul, um morador de Bento que cumpre pena em regime semiaberto recebeu voz de prisão ao deixar a cadeia. Uma pessoa foi presa em Vacaria. Também houve oito prisões em Passo Fundo, duas em Porto Alegre, duas em Protásio Alves e uma em Sapucaia do Sul. Os nomes dos presos não foram divulgados pela PF.

Como funcionava

- Grandes traficantes e atacadistas de cocaína se estabeleceram no Paraguai. A maioria depois de ter prisão decretada pela Justiça brasileira ou por ter sido condenada em processos. No país vizinho, uniram-se para traficar.

- Os criminosos montaram o que a Polícia Federal classifica como consórcio. O esquema funcionaria da seguinte forma: traficantes compram pasta base de inúmeros cartéis da Bolívia e na Colômbia, países produtores de coca, matéria-prima para a droga.

- A pasta base chega dos cartéis em aviões. Pequenas aeronaves usam pistas nas fazendas dos traficantes. Nas fazendas também existem laboratórios onde a pasta base é transformada em cloridrato de cocaína, a droga na sua forma mais pura após o refino.

- Os traficantes juntam seus estoques de drogas e dividem custos com transporte da matéria-prima dos cartéis e com as entregas das remessas para o país, refino e corrupção de agentes públicos.

- Agindo em consórcio, os criminosos vendem o cloridrato de cocaína para quem tiver interesse.

- Com a pasta refinada, os traficantes enviavam em carros de passeio a droga para traficantes no Brasil, que faziam um novo refino para transformar o cloridrato em cocaína ou crack.

- Segundo a PF, a droga do consórcio abastecia Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul. Cerca de 200 quilos mensais eram destinados apenas para o RS e SC.

Peças para caça-níqueis

Uma grande quantidade de materiais utilizados na fabricação de máquinas caça-níqueis foi apreendida em uma casa em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos. A polícia suspeita que o local funcionava como uma fábrica e centro de distribuição dos equipamentos para toda a região. Além das caixas com componentes, uma linha de montagem foi encontrada com material para fabricação das máquinas.

O local foi descoberto por agentes da Guarda Municipal. Eles estavam em alerta para a possibilidade da chegada a Novo Hamburgo de uma carga roubada no município de Montenegro, no Vale do Caí.

A pedido da 4ª Delegacia da Polícia Civil, monitoravam locais que recebessem algum tipo de carga. Ao ver um carro de transporte parado na calçada da casa, no bairro Rondônia, chamaram o proprietário. O morador da casa foi detido para averiguação e liberado em seguida – o nome não é divulgado porque, como não havia máquina pronta, não foi configurado o crime.

A Polícia Civil investigará, agora, se houve compra e entrada ilegal de equipamentos eletrônicos vindos de fora do Brasil.