Falta de policiamento facilita o tráfico de drogas e armas nas fronteiras do Centro-Oeste - 02/04/2002
A cada 10 quilômetros, estradas sem controle ligam o Mato Grosso e a Bolívia. Nelas, circulam cocaína produzida na Bolívia e carros roubados no Brasil.
Este Blog destaca o cenário atual de descaso, descontrole e insegurança nas fronteiras do Brasil, produzido políticas governamentais superficiais, militarizadas, pontuais, omissas na competência federal e inoperantes na contenção dos crimes de contrabando, descaminho, abigeato e tráfico de pessoas, armas, munição, drogas, valores, arte, veículos e animais.
domingo, 5 de junho de 2011
sábado, 4 de junho de 2011
TRAFICANTES ALICIAM ÍNDIOS E AMEAÇAM JUÍZES
Traficantes aliciam índios nas fronteiras e ameaçam juízes - JORNAL NACIONAL, Edição do dia 02/06/2011
Criminosos usam adultos e crianças para transportar drogas. De dois anos para cá, 26 juízes já sofreram intimidações do crime organizado, na faixa de fronteira que vai do Paraná até Rondônia. Muitos estão jurados de morte.
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Na série especial de reportagens que o Jornal Nacional apresenta nesta semana sobre as fronteiras do Brasil, César Tralli mostra, nesta quinta (2), como os traficantes de drogas transformam índios em reféns e como os juízes que enfrentam esses criminosos vivem sob ameaça o tempo todo.
A mãe chora de vergonha de saber que o filho de 12 anos foi flagrado escondendo maconha na aldeia. O garoto carregava oito quilos da droga em uma mochila que recebeu de um traficante paraguaio.
“Se o segurança não visse, ele completaria o serviço. Porque não sei aonde ele iria levar”, disse o cacique Jonas Batista.
O menino contou que ganharia R$ 40 para deixar a maconha em uma estrada.
Em menos de dois anos, 40 crianças da Aldeia Taquaperi (MS) já foram descobertas trabalhando para traficantes. A maioria delas ajudava a levar maconha passando por dentro da propriedade indígena. Algumas crianças chegaram a esconder tabletes e mais tabletes da droga, atrás de armazéns, depósitos e até mesmo da escola da aldeia.
“Nós tivemos relatos de indígenas que caminham uma distância muito grande carregando 20, às vezes 30 quilos de maconha, a pé ou em bicicleta, por dentro das fazendas, das aldeias”, declarou o juiz criminal César de Souza Lima.
Na região de Amambai, em Mato Grosso do Sul, são 15 mil índios em cinco aldeias, encostadas na fronteira com Capitán Bado, Paraguai. É aí que mora o perigo.
“Há muito tempo já foi identificado como sendo um corredor da passagem da maior parte da maconha que entra no Brasil”, explicou o promotor de justiça Ricardo Rotunno.
Capitán Bado já foi esconderijo do traficante Fernandinho Beira-Mar. É uma das cidades mais violentas que fazem fronteira com o Brasil.
“Quantas vezes for feita uma barreira de surpresa vai pegar traficante aqui”, afirmou o juiz criminal.
Do lado brasileiro, a única delegacia é da Polícia Civil, com apenas uma delegada e um investigador. “Eu não posso tentar ser heroína aqui porque eu não sei se eu sobreviveria”, disse a delegada Marina Conceição.
A cadeia pública da região está superlotada com mulas do tráfico. Entre os presos, 36 índios, que hoje pagam caro pelo pouco que receberam de patrões da droga. Um deles conta que recebia apenas R$ 10 para transportar a droga.
Reféns de traficantes, em busca da paz perdida, índios voluntários agora vigiam as terras da aldeia Limão Verde. Batem o mato à procura de fardos de maconha.
“Eu já peguei até de oito quilos de maconha com um guri de 9 anos”, contou o cacique Nelson Castelão.
Caciques que combatem o tráfico hoje são ameaçados. Não são os únicos nas nossas fronteiras.
A equipe do Jornal Nacional viajou mais 1,3 mil quilômetros rumo ao norte, para o vizinho Mato Grosso.
“As ameaças começaram logo em seguida a uma operação grande que teve aqui. Eu decretei várias prisões no Brasil”, lembrou o juiz cível Alex Figueiredo.
O juiz de Cáceres ficou com escolta policial por um ano. “Durante bom tempo eu só dormia com remédio”, contou ele.
De dois anos para cá, 26 juízes já sofreram intimidações do crime organizado, na faixa de fronteira que vai do Paraná até Rondônia.
Muitos estão jurados de morte. “Eu não tenho vida social nenhuma. A minha família vive vigiada”, disse o juiz criminal Carlos Roberto de Campos.
“Eu não sabia se eles iam entrar para me pegar meu filho, me fazer algum mal”, contou a juíza Hanae.
A juíza Hanae teve a casa furada a balas. Por sorte, ninguém se feriu. Foi vingança de traficantes do Mato Grosso, que a juíza mandou para a cadeia. “A gente atrapalha.
Eles estão preocupados em estar lá distribuindo droga para o resto do país. Eles têm que ficar preocupados com a juíza que está lá no pé deles, está fazendo busca e apreensão todos os dias na casa”, disse ela.
Para os que aplicam a lei, para os que sofrem em terra sem lei. A vida de ameaças na fronteira ensina uma mesma lição: não abaixar a cabeça.
“A grande maioria dos juízes jamais vai se acovardar ou se intimidar com esse tipo de ação dos bandidos”, afirmou a juíza.
“Não vou desistir. Eu tenho direito de educar as crianças, se o pai e a mãe não têm condições de educar”, disse o cacique Jonas Batista.
“Quero combater o traficante para poder melhorar a nossa aldeia”, disse o cacique Nelson Castelão.
A Funai informou que realiza nas aldeias indígenas atividades de esclarecimento e conscientização em relação às drogas e que o combate ao tráfico é feito em parceria com as forças policiais.
A Polícia Federal declarou que, no último ano, apreendeu mais de 22 toneladas de maconha e quase duas de cocaína nas regiões de fronteira de Mato Grosso do Sul.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
CONTRABANDO - 500 MIL MAÇOS DE CIGARROS

Mais de 500 mil maços de cigarros são apreendidos em sítio em Minas Gerais - O GLOBO, 03/06/2011 - O Globo
SÃO PAULO - Cerca de 500 mil maços de cigarros contrabandeados foram apreendidos pela Polícia Militar de Minas Gerais no município de Guarani e levados à sede da Polícia Federal em Juiz de Fora na noite desta quinta-feira. Segundo o delegado regional da PF em Juiz de Fora, Claudio Nogueira, os cigarros estavam em 990 caixas que estavam sendo colocadas em três caminhões, uma carreta e um Fiorino.
A apreensão foi feita depois de uma denúncia anônima. Os policiais fizeram campanha perto de um sítio e viram a movimentação de caminhões. Quando eles começaram a ser carregados, foi feita a abordagem. Um dos caminhões tinha ainda fundo falso. Nove pessoas foram presas.
O dono dos cigarros contrabandeados ainda não foi localizado. Nogueira afirma que o suspeito já responde a outros processos por venda de cigarro contrabandeado em toda a região da Zona da Mata e é investigado há três anos.
- Pelo que parece, ele continua no ramo e está dominando toda a região - diz o delegado da PF.
Os cigarros são de marcas paraguaias e encontram mercado no Brasil devido ao preço baixo. Diante da grande quantidade, a PF quer acelerar a destruição do material para desocupar espaço.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
CONTRABANDO EM CARRO ENVOLVIDO EM ACIDENTE

Veículo de São Miguel das Missões é flagrado com agrotóxicos contrabandeados - A NOTÍCIA de São Luiz Gonzaga/RS, 1/06/2011
Motorista causa acidente e é preso com agrotóxicos contrabandeados em Miraguaí
Um carro e uma moto se envolveram num acidente por volta das 15hs de terça-feira, 30, na estrada que liga a cidade de Miraguaí à localidade de Água Fria, interior do Município. Segundo a Polícia, o motorista de um Corsa Sedan, placa de São Miguel das Missões, não obedeceu a ordem de parada da Brigada Militar e durante a fuga atingiu uma motocicleta.
O motociclista, um adolescente, teve lesões leves e foi socorrido ao Hospital Santo Antônio. O motorista do Corsa foi detido pela Polícia. Ele não portava Carteira Nacional de Habilitação e a documentação do veículo estava vencida. Além disso, o Corsa Sedan estava em situação de busca e apreensão.
E mais: no porta-malas do carro os brigadianos encontraram 29 pacotes de agrotóxicos de origem paraguaia, cada pacote com 100 gr de veneno. O condutor do Corsa ainda tentou atropelar um policial militar, que sacou uma arma e efetuou disparo contra um dos pneus.
REBANHOS E CRIANÇAS LEVADAS PELOS CRIMINOSOS
Criminosos levam rebanhos e crianças do Brasil para outros países. A terceira reportagem da série sobre as nossas fronteiras mostra a atuação de criminosos que levam rebanhos e até crianças do Brasil para países vizinhos.- JORNAL NACIONAL, REDE GLOBO, 01/06/2011
Vítimas do campo pediram proteção a empresas de segurança. Assim nasceu o serviço particular de patrulha rural. Em Corumbá, no MS, o crime organizado controla redes de prostituição. Jovens são aliciadas para vender o corpo dos dois lados da fronteira.
Foi-se o tempo em que cerca representava proteção no campo. “Em um círculo de 20 a 25 quilômetros, no máximo, nas redondezas, faltaram aproximadamente 300 cabeças de bovinos. Gado que deve estar sendo passado pela fronteira”, disse o fazendeiro Miguel Souza Trindade.
E haja fronteira. O Rio Grande do Sul tem mais de 700 quilômetros só com a Argentina e outros mil com o Uruguai.
Em longos trechos, os dois lados se confundem. E aí criminosos de lá, em parceria com os daqui, aproveitam.
Os ataques são geralmente muito bem planejados. As quadrilhas derrubam porteiras, abrem buracos na cerca e usam caminhões para levar o gado embora. Quanto mais perto da fronteira, mais fácil e bem sucedida é a ação dos ladrões.
“É bem feito, que ninguém vê, nem eu nem os vizinhos. Nem rastro deixam”, destacou um fazendeiro.
“Os cordeiros estavam berrando, buscando a mãe. Fui fazer uma contagem, estavam faltando umas ovelhas”, lembrou Ciro.
Umas não, muitas! Seu Ciro logo se deu conta de que os ladrões tinham levado 88 ovelhas de uma só vez.
“O caminhão carrega e rapidamente consegue fazer o cruzamento e pega vias vicinais de difícil fiscalização dentro do Uruguai”, explicou o major Márcio Galdino, da Polícia Militar do RS.
Do alto, a equipe do Major Galdino já conseguiu localizar e ajudar a recuperar um rebanho furtado de 105 ovelhas.
Mas final feliz assim ainda é raro. Fazendeiros do Rio Grande do Sul já chegaram a se reunir em milícias. Como mostrou o Jornal Nacional, na primeira série sobre as nossas fronteiras, em 2002.
Hoje, é outra reação ao mesmo crime. As vítimas do campo foram buscar ajuda na cidade. Pediram proteção às empresas de segurança, acostumadas a trabalhar com bancos, indústrias e o comércio. Assim nasceu o serviço particular de patrulha rural.
Em apenas um ano, só uma empresa já monitora 39 fazendas de gado em região de fronteira.
Entre os crimes tipo exportação, ou seja, do Brasil para fora, também está o tráfico de mulheres para exploração sexual. Em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, o crime organizado controla redes de prostituição. Jovens são aliciadas para vender o corpo dos dois lados da fronteira.
É possível ver nas ruas escuras perto da Bolívia, nos bares de turismo sexual, onde é grande a procura por menor de idade.
“Quanto mais jovem, mais valiosa para esse mercado de exploração sexual”, explicou um homem.
Foi atrás de cocaína que uma garota de 14 anos aceitou carona de um boliviano e atravessou a fronteira para cair em uma armadilha em Porto Quijarro.
“Comigo, no mesmo hotel, era eu e mais seis meninas. Todas brasileiras. Tinha menina que conversava com a gente chorando, que queria ir embora, que os caras não deixavam”, lembrou.
Ela conta que recebia droga para se prostituir. E que depois de dois meses nessa situação conseguiu escapar do hotel. “Eu sofri muito lá. Sofri demais”.
Para a família de Livia, de Corumbá, ter a fronteira perto de casa é uma agonia sem fim. Ela está desaparecida faz 11 meses. A polícia prendeu o homem acusado de sequestrá-la e investiga se a menina de 7 anos foi vendida para exploração sexual na Bolívia.
“A fronteira é desguarnecida, entra e sai crianças e adolescentes a qualquer hora”, declarou a delegada de Polícia de Corumbá, Priscilla Arruda Vieira.
“Eu tenho esperança de que ela está viva em algum lugar. E uma pessoa boa um dia vai encontrar e vai devolver ela”, lamenta a avó.
A Polícia Federal informou que instaurou mais de 400 inquéritos nos últimos cinco anos sobre o tráfico de pessoas na região e que a ocorrência de roubo de gado caiu 70% desde a implantação da parceria com as polícias Militar e Civil do Rio Grande do Sul.
AJUSTANDO O AMADORISMO
Referente à matéria anterior do Estado de São Paulo (01/06/2011) em que o Ministro da Defesa admite necessidade de 'ajustes na fronteira' para combater tráfico, coordenando ações entre Brasil, Colômbia, passo a refletir:
"Ajustes" quer dizer que ele manterá o quadro de inoperância continuando a realizar operações midiáticas para mascarar a imagem de eficiência do Governo e assim tranquilizar a opinião popular. Este descaso é que tem facilitado as ações da bandidagem, dos senhores das armas, dos traficantes, dos "coiotes", dos "mulas", dos sonegadores, dos contrabandistas e dos "lavadores de dinheiro".
O Brasil precisa de um Sistema Nacional de Ordem Pública capaz de diagnosticar, criar estratégias, instituir instrumentos, propor leis e desenvolver políticas mais eficazes de preservação da ordem pública no Brasil, em especial às voltadas para o controle e segurança nas fronteiras por onde passam vários crimes como lavagem de dinheiro, contrabando, descaminho, furto de carros e tráfico de pessoas, drogas, armas e animais.
Nestas se inclui a urgente criação de uma POLÍCIA NACIONAL DE FRONTEIRAS, uma polícia específica e preparada para executar o policiamento ostensivo e velado, o patrulhamento permanente, o monitoramento e o controle das fronteiras do Brasil em conjunto com as Forças Policiais dos países vizinhos e sendo apoiada pela capacidade investigativa da Polícia Federal e pela logística das Forças Armadas.
A União deveria reconhecer a falência das políticas até agora empregadas e deixar de praticar o amadorismo para impor novas estratégias na segurança pública e melhores controles e patrulhamento das extensas e despoliciadas fronteiras do Brasil.
Os tais "ajustes" pretendidos pelo Ministro da Fronteira querem "tornar completo" o que está errado, o que é inoperante, o que não passa de superficial. As fronteiras brasileiras jamais serão policiadas sem uma força policial específica para patrulhar as fronteiras de forma permanente, 24 horas por dia, pois a Polícia Federal e as Forças Armadas já estão atarefadas com suas funções precípuas e não colocarão a devida atenção ao problema.
Vamos ser práticos e profissionais, assim como são os países de primeiro mundo e a nossa vizinha Argentina, sem falar no sistema integrado e desburocratizado do Uruguai.
"Ajustes" quer dizer que ele manterá o quadro de inoperância continuando a realizar operações midiáticas para mascarar a imagem de eficiência do Governo e assim tranquilizar a opinião popular. Este descaso é que tem facilitado as ações da bandidagem, dos senhores das armas, dos traficantes, dos "coiotes", dos "mulas", dos sonegadores, dos contrabandistas e dos "lavadores de dinheiro".
O Brasil precisa de um Sistema Nacional de Ordem Pública capaz de diagnosticar, criar estratégias, instituir instrumentos, propor leis e desenvolver políticas mais eficazes de preservação da ordem pública no Brasil, em especial às voltadas para o controle e segurança nas fronteiras por onde passam vários crimes como lavagem de dinheiro, contrabando, descaminho, furto de carros e tráfico de pessoas, drogas, armas e animais.
Nestas se inclui a urgente criação de uma POLÍCIA NACIONAL DE FRONTEIRAS, uma polícia específica e preparada para executar o policiamento ostensivo e velado, o patrulhamento permanente, o monitoramento e o controle das fronteiras do Brasil em conjunto com as Forças Policiais dos países vizinhos e sendo apoiada pela capacidade investigativa da Polícia Federal e pela logística das Forças Armadas.
A União deveria reconhecer a falência das políticas até agora empregadas e deixar de praticar o amadorismo para impor novas estratégias na segurança pública e melhores controles e patrulhamento das extensas e despoliciadas fronteiras do Brasil.
Os tais "ajustes" pretendidos pelo Ministro da Fronteira querem "tornar completo" o que está errado, o que é inoperante, o que não passa de superficial. As fronteiras brasileiras jamais serão policiadas sem uma força policial específica para patrulhar as fronteiras de forma permanente, 24 horas por dia, pois a Polícia Federal e as Forças Armadas já estão atarefadas com suas funções precípuas e não colocarão a devida atenção ao problema.
Vamos ser práticos e profissionais, assim como são os países de primeiro mundo e a nossa vizinha Argentina, sem falar no sistema integrado e desburocratizado do Uruguai.
AJUSTES NA FRONTEIRA
Jobim admite necessidade de 'ajustes na fronteira' para combater tráfico. Ministro da Defesa diz que Brasil, Colômbia, Bolívia e Peru terão ações coordenadas - O ESTADO DE SÃO PAULO, 01 de junho de 2011 | 5h 36
As declarações de Jobim foram feitas durante sua viagem à Buenos Aires, na última semana, para participar da inauguração do Centro de Estudos Estratégicos de Defesa (CEED), do Conselho de Defesa da Unasul (União Sul-Americana de Nações).
Segundo o ministro, os traficantes de drogas têm utilizado com mais frequência os rios e estradas que ligam o Brasil a seus vizinhos no continente. "Eles têm usado mais a ligação fluvial do que as pistas clandestinas de avião", afirmou.
Jobim viajará no dia 24 de junho para a Colômbia, junto com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para reuniões com autoridades colombianas em que serão definidas "operações conjuntas" na fronteira entre os países.
"Precisamos ampliar nossa área de combate ao tráfico de drogas e aumentar a vigilância da Cabeça do Cachorro para baixo", afirmou. A região conhecida como Cabeça do Cachorro fica no Estado do Amazonas, na fronteira com a Colômbia.
Ações coordenadas. O ministro disse ainda que, do lado brasileiro, as ações serão coordenadas entre o Exército, a Força Nacional, a Polícia Federal e a Policia Rodoviária Federal. "Na Colômbia, o combate ao tráfico faz parte dos trabalhos do Exército. E nós vamos atuar conjuntamente", disse.
Ele destacou que, do encontro, sairá um "modelo de ação" que o Brasil vai propor também às autoridades da Bolívia e do Peru, em reuniões que ainda serão agendadas. "No caso da Bolívia e do Peru, atuaremos, principalmente, com a Polícia Federal."
De acordo com Jobim, o número dos pelotões no lado brasileiro das fronteiras será ampliado de 24 para 49 nos próximos meses. Cada pelotão tem pelo menos 90 soldados.
Segundo dados recentes da Polícia Federal, a entrada da cocaína boliviana aumentou no Brasil. "O Brasil passou a ser corredor da cocaína boliviana, que é definida pelos especialistas como de péssima qualidade. Esse assunto virou questão de polícia e de saúde pública também", afirmou um negociador brasileiro.
Em uma palestra recente em Bogotá, o professor Alejandro Gavíria, da Faculdade de Economia da Universidade De los Andes, disse que a produção de cocaína está caindo na Colômbia, mas que o país voltou a ser "passagem" da droga dos países vizinhos para outros países.
"Na guerra contra o narcotráfico, a vitória nunca é definitiva. A produção da folha da coca voltou a ser intensificada na Bolívia e no Peru e caiu na Colômbia. Mas a Colômbia voltou a ser terreno forte para o trafico."
Gavíria afirmou ainda que a logística do tráfico ficou mais sofisticada nos últimos tempos. A prova disso foi a apreensão de um submarino que levaria cocaína para o México. "Se nós, latinos, não assumirmos esse problema conjuntamente, será muito difícil", disse.
Colômbia e Peru são considerados pela ONU como os dois maiores produtores de cocaína do mundo com, respectivamente, 410 toneladas e 300 toneladas produzidas em 2010. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
As declarações de Jobim foram feitas durante sua viagem à Buenos Aires, na última semana, para participar da inauguração do Centro de Estudos Estratégicos de Defesa (CEED), do Conselho de Defesa da Unasul (União Sul-Americana de Nações).
Segundo o ministro, os traficantes de drogas têm utilizado com mais frequência os rios e estradas que ligam o Brasil a seus vizinhos no continente. "Eles têm usado mais a ligação fluvial do que as pistas clandestinas de avião", afirmou.
Jobim viajará no dia 24 de junho para a Colômbia, junto com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para reuniões com autoridades colombianas em que serão definidas "operações conjuntas" na fronteira entre os países.
"Precisamos ampliar nossa área de combate ao tráfico de drogas e aumentar a vigilância da Cabeça do Cachorro para baixo", afirmou. A região conhecida como Cabeça do Cachorro fica no Estado do Amazonas, na fronteira com a Colômbia.
Ações coordenadas. O ministro disse ainda que, do lado brasileiro, as ações serão coordenadas entre o Exército, a Força Nacional, a Polícia Federal e a Policia Rodoviária Federal. "Na Colômbia, o combate ao tráfico faz parte dos trabalhos do Exército. E nós vamos atuar conjuntamente", disse.
Ele destacou que, do encontro, sairá um "modelo de ação" que o Brasil vai propor também às autoridades da Bolívia e do Peru, em reuniões que ainda serão agendadas. "No caso da Bolívia e do Peru, atuaremos, principalmente, com a Polícia Federal."
De acordo com Jobim, o número dos pelotões no lado brasileiro das fronteiras será ampliado de 24 para 49 nos próximos meses. Cada pelotão tem pelo menos 90 soldados.
Segundo dados recentes da Polícia Federal, a entrada da cocaína boliviana aumentou no Brasil. "O Brasil passou a ser corredor da cocaína boliviana, que é definida pelos especialistas como de péssima qualidade. Esse assunto virou questão de polícia e de saúde pública também", afirmou um negociador brasileiro.
Em uma palestra recente em Bogotá, o professor Alejandro Gavíria, da Faculdade de Economia da Universidade De los Andes, disse que a produção de cocaína está caindo na Colômbia, mas que o país voltou a ser "passagem" da droga dos países vizinhos para outros países.
"Na guerra contra o narcotráfico, a vitória nunca é definitiva. A produção da folha da coca voltou a ser intensificada na Bolívia e no Peru e caiu na Colômbia. Mas a Colômbia voltou a ser terreno forte para o trafico."
Gavíria afirmou ainda que a logística do tráfico ficou mais sofisticada nos últimos tempos. A prova disso foi a apreensão de um submarino que levaria cocaína para o México. "Se nós, latinos, não assumirmos esse problema conjuntamente, será muito difícil", disse.
Colômbia e Peru são considerados pela ONU como os dois maiores produtores de cocaína do mundo com, respectivamente, 410 toneladas e 300 toneladas produzidas em 2010. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
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