quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

TRÁFICO DE PESSOAS

FOLHA.COM 28/02/2013 - 03h30


Luiza Nagib Eluf:


Devemos reconhecer que a novela "Salve Jorge", da Rede Globo, está prestando um serviço à população ao abordar de forma clara e didática o tráfico internacional de seres humanos para fins de prostituição.

Nossa Polícia Federal já instaurou 867 inquéritos policiais sobre o assunto, mas quem precisa estar bem informado sobre os fatos é o povo, a fim de que possa se defender. E as massas só se ligam naquilo que aparece na televisão.

O tráfico de pessoas produz o terceiro maior lucro mundial para as quadrilhas, ficando aquém apenas do tráfico de armas e de drogas. E nem sempre a finalidade é a exploração sexual, podendo a traficância destinar-se a outras violações.

Nosso Código Penal atual, nos artigos 231 e 232, prevê apenas a punição do tráfico internacional e interno de pessoas para fins de exploração sexual. A proposta de reforma penal, atualmente em tramitação no Senado, no entanto, contempla essa modalidade delitiva de maneira mais abrangente, prevendo também o intuito de extração de órgãos, tecido ou partes do corpo e trabalho escravo.

Nos termos da legislação em vigor, que é mais restritiva do que a proposta de reforma penal, o tráfico de pessoas é um crime contra a dignidade sexual. A pena para a modalidade internacional vai de três a oito anos de reclusão, mas poderá chegar a 12 se a vítima for menor de 18 anos ou se for portadora de alguma enfermidade. Se o crime for praticado por um familiar ou empregador, se houver uso de violência, grave ameaça ou fraude, também caberá pena maior.

As mulheres são as vítimas preferenciais do tráfico de pessoas. E isso tem uma explicação óbvia: a opressão sexual feminina. Exatamente por essa razão, a prostituição precisa ser encarada sem preconceitos e com muita objetividade. O comércio sexual, na forma como o conhecemos hoje, tem a mesma idade do patriarcado.

Em sociedades em que as mulheres, os homossexuais, os travestis e os transexuais não conseguem fazer valer seus direitos humanos, é fácil compreender por que são usados, explorados, descartados e, ao final, responsabilizados por seus trágicos destinos. A regulamentação do comércio sexual, praticado entre pessoas maiores de 18 anos e livres, ajudaria muito a evitar a escabrosa exploração a que hoje estão sujeitos os profissionais do sexo em nosso país.

Milhares de pessoas seriam retiradas do abismo da condenação moral, que só faz piorar sua já difícil situação, e muitas crianças teriam condições melhores para viver.

Com o avanço da noção de direitos humanos ao redor do mundo, já não se usa mais a palavra "prostituta", pois a carga de preconceitos que o termo traz em si impossibilita a correta compreensão do problema. Hoje, fala-se em "profissional do sexo". Algumas das pessoas que abraçam a atividade fazem-no por imposição de terceiros, mas há casos em que o indivíduo opta pela profissão sem estar sendo explorado nem induzido a tal.

É preciso separar as duas situações. Lembramos que a legislação brasileira não pune o comércio sexual, pune apenas quem o explora. O projeto de lei do deputado federal Jean Wyllys, que regulamenta os serviços prestados pelos profissionais do sexo, em tramitação na Câmara Federal, merece apoio da comunidade por seu cunho libertador e educativo, ao banir o estigma que pesa sobre a mulher em contraposição às glórias que cobrem o homem quando ambos praticam a mesma atividade, porém em lados opostos.

Em uma sociedade igualitária, cuja Constituição estabelece não haver dominador nem dominado, é preciso ajudar a população vulnerável a sair das masmorras e das senzalas que ainda persistem.

LUIZA NAGIB ELUF, 57, procuradora de Justiça aposentada e advogada criminal, integrou a comissão de juristas criada pelo Senado para propor a reforma penal

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

COMPRA FÁCIL DE EXPLOSIVOS


G1 - FANTÁSTICO - Edição do dia 17/02/2013

Quadrilhas compram explosivos com facilidade no Brasil e Paraguai

Durante um mês, Fantástico segue os passos das quadrilhas que compram dinamite para explodir caixas eletrônicos e agências bancárias.



Durante um mês, o Fantástico seguiu os passos das quadrilhas que compram dinamite para explodir caixas eletrônicos.

A cena é impressionante, e ocorre em quase todo o Brasil. Para entrar na agência bancária que está fechada, bandidos usam um machado ou um pé de cabra. Qualquer pessoa que esteja por perto pode virar refém, até mesmo policiais.

Dentro da agência, os criminosos golpeiam os caixas eletrônicos. O que eles querem é abrir espaço pra colocar dinamite dentro das máquinas.

As explosões destroem não só os caixas, mas a agência toda. Colocam em risco prédios vizinhos e aterrorizam cidades inteiras.

Quase sempre são municípios onde os poucos policiais não têm equipamentos para enfrentar as quadrilhas fortemente armadas, como conta um PM que não quer ser identificado: “Estava sozinho com uma pistola somente, e eles estavam em torno de oito armados com fuzil de grosso calibre”.

Os bandidos também atacam os cofres de pedágios, empresas e até prefeituras. A guerra começa com o comércio clandestino e o roubo de explosivos

Em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia na fronteira com o Mato Grosso do Sul, o Fantástico localizou vendedores de explosivos, que negociam bananas de dinamite tranquilamente, à luz do dia.

- O que você precisa?
- Quero dinamite.
- Tem, tem?
- Boa, boa. Que funcione.
- Tem, tem.

O preço de cada banana: R$ 400 reais. O homem diz que fornece explosivos para quadrilhas brasileiras:

- Vem um cara que vem sempre direto comprar com a gente aqui. Ele só leva dois, três, para explodir caixa eletrônico. Ele é de Mato Grosso.

Segundo a Polícia Civil, no ano passado, Mato Grosso teve 66 assaltos a banco, e em 58 deles foram usados explosivos. Em geral, os alvos são os caixas eletrônicos.

A diferença em Aral Moreira, na fronteira com o Paraguai, é que os bandidos não queriam os caixas eletrônicos. Eles estavam atrás do cofre principal, que ficava na tesouraria do banco. Eles levaram quase R$ 500 mil em dinheiro.

O assalto foi no fim do ano passado. Antes de explodir a agência bancária, os bandidos invadiram o posto da PM e renderam o único policial que estava de serviço.

“Eu estava na sala de espera, sentado, sozinho, de repente chegou um cidadão com um fuzil. Surgiu do nada. Surgiu um, surgiu outro e foi surgindo. Foram os quatro ou cinco elementos que entraram e chegaram me espancando. Foi muito chute e coronhada de arma longa. Fui obrigado a mostrar onde estavam as armas, o colete que a gente tinha. Todos os material bélico que a gente tinha levaram”, conta.

A quadrilha roubou ainda o carro da PM e levou o policial como refém. “Abriram o compartimento de preso, me puseram dentro e falou assim: ‘Agora vamos para o banco’.

Um segundo carro deu cobertura à ação. O ataque à agência foi gravado pelas câmeras de segurança. Os bandidos precisaram de menos de um minuto para quebrar a porta da agência, preparar a explosão, recolher o dinheiro e fugir.

O policial ficou cerca de duas horas e meia como refém, até finalmente ser solto. “Achei que ia morrer”, diz.

Em Cotiporã, interior do Rio Grande do Sul, imagens mostram um assalto a uma fábrica de joias, no fim do ano passado. Foram dez explosões. Na fuga, os nove bandidos usaram três carros, levando dez reféns.

Uma patrulha com quatro policiais militares interceptou a quadrilha. Um policial foi atingido. Durante 40 minutos houve troca de tiros e tentativas de negociação para a libertação dos reféns.

“Gritavam para nós: ‘Entregue a arma de vocês. Pegue a viaturinha de vocês e vão embora, que nós prometemos deixar vocês vivo’. Os reféns estavam em pânico, então nós tínhamos que manter a calma, e tentar manter os reféns calmos também, para uma boa atuação”, diz um policial militar.

“Foi muito tiro, foi muito forte. Teve uma hora que eu achei que ia morrer, porque o tiro foi muito perto. Teve um momento que eu fiquei surdo, não ouvi mais nada”, conta um refém.

Nenhum refém ficou ferido. Seis bandidos conseguiram escapar e três morreram no local. Entre eles, Elisandro Falcão, responsável por 15 assaltos com explosivos no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Segundo a polícia, Falcão chegou a comprar uma pedreira.

“É uma pedreira adquirida pelo Falcão. Alguns meses atrás, com o objetivo de possibilitar que a quadrilha adquirisse legalmente explosivos. Era um centro de treinamento da quadrilha. Segundo vizinhos, eles ouviam explosão, certamente testando quantidade de explosivos, coisas desse tipo”, diz Juliano Ferreira, delegado da Polícia Civil do Rio Grande do Sul.

Imagens mostram a prisão de Dênis Martins Fernandes, que era comparsa do Falcão. Segundo a polícia, essa quadrilha é a responsável pelos assaltos que você viu no início da reportagem.

Durante as investigações, escutas feitas pela polícia de Santa Catarina e autorizadas pela Justiça mostram Dênis relatando a quantidade de dinamite usada na explosão da agência na cidade de Sombrio, interior do estado: “Devem ter usado dois e meio. Prejudicou um pouquinho só dentro, um pouquinho. Abriu daquele jeito”.

Os bandidos não sabem calcular a quantidade de explosivos. Por isso, muitas vezes acabam destruindo a agência toda.

No Paraguai, o repórter Giovani Grizotti negocia com um vendedor clandestino em Ciudad del Este. O vendedor explica que a quantidade depende do tipo de assalto:

- Tem umas que já vêm preparadas para estourar uma casa ou ônibus. Tem umas que já vêm preparadas para caixa eletrônico. R$ 500 reais com o pavio.

Na mesma cidade paraguaia, outro vendedor diz que consegue dinamite porque o irmão trabalha em uma pedreira, conhecida como ‘cantera’:

- Quanto sai?
- Esse está caro, meu irmão: US$ 150 dólares cada uma.
- Cada banana?
- Sim. Você não vai conseguir em qualquer lugar. Eu tenho meu irmão que trabalha na ‘cantera’.

No Brasil, os bandidos também buscam explosivos em pedreiras, garimpos e obras. Em uma região mineradora no interior da Paraíba, um garimpeiro oferece uma grande quantidade de explosivos.

- Aquela quantidade que o senhor tem lá é 25 quilos?
- 25 quilos.
- Esses 25, o senhor faz por quanto?
- R$ 260
- E o senhor acha que isso dá para cem explosões?
- Nessa faixa.

Com o único banco destruído, as vendas no comércio de lagoa seca despencaram, como diz um lojista que não quer ser identificado: “O comércio teve uma queda de 80%, está praticamente parado”.

Em outra cidade paraibana, o ataque aconteceu na agência, que fica ao lado da Câmara de Vereadores e em frente ao fórum. Os bandidos entraram no banco de madrugada. A explosão foi tão forte que destruiu até o telhado da agência e abriu rachaduras no prédio vizinho.

“A explosão parecia que era dentro de casa. Parecia que tinha derrubado a casa”, conta uma moradora.

“O pessoal sentiu um medo muito forte. Teve gente que pensou que era o fim do mundo, estavam dizendo que o mundo ia acabar”, diz outro morador.

No início deste mês, uma quadrilha usou um homem-bomba para roubar dinheiro de um carro-forte na capital paraibana. Segundo a polícia, os bandidos invadiram a casa de um motorista da empresa proprietária do carro-forte. Tomaram a família como refém. Em seguida, prenderam explosivos no corpo dele e fotografaram tudo.

Ele saiu sozinho para trabalhar, levando um telefone celular dado pelos bandidos. Enquanto a família estava em poder da quadrilha, ele foi obrigado a informar pelo telefone quando haveria o transporte de uma grande quantidade de dinheiro.

O bando atacou, explodindo o carro-forte. Levou R$ 650 mil e libertou os reféns e o motorista.

Para inibir esses assaltos, o mecanismo de segurança mais comum é o dispositivo que mancha as notas quando o caixa é estourado, mas os bandidos descobriram como lavar as cédulas. “Na primeira leva de tinta, eles conseguiam lavar a tinta. Então os bancos já estão no quarto tipo de tinta, e esse tipo de tinta que é usado agora não se consegue lavar, porque ele entranha na nota”, explica o presidente da Federação Brasileira de Bancos, Murilo Portugal.

Outras tecnologias estão sendo testadas, como a bomba que solta fumaça na agência quando os caixas são atacados. A ideia é dificultar a visão dos bandidos, que assim desistiriam do assalto.

“Alguns bancos estão testando essa bomba de fumaça, e nós ainda não temos uma opinião final sobre isso. Nós devemos atacar as causas desse problema, que é o acesso fácil aos explosivos, é o excesso de bandidos na rua”, diz o especialista.

Pela lei, cabe ao Exército fiscalizar a fabricação, o comércio e o uso de explosivos. No ano passado, segundo o Exército, pouco mais da metade das 1.070 empresas que têm autorização para usar explosivos foi fiscalizada.

“Em 2012 foram realizadas 450 vistorias em empresas diferentes, 450 vistoriadas em todo o Brasil. Vistorias aonde o fiscal vai no depósito, vistorias para verificar indícios de irregularidades, vistorias realizadas para concessão, para revalidação: se a gente somar tudo isso, vai dar mais de 50%”, diz Achiles Santos Jacinto Filho, assessor da Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados do Comando do Exército.

Ainda segundo o Exército, no ano passado foram registrados 60 casos de extravio de explosivos. Só nesta semana houve pelo menos três episódios de roubo em diferentes regiões do Brasil.

Em São Paulo, 75 quilos de dinamite foram levados do canteiro da obra de duplicação da rodovia dos Tamoios, na altura de Paraibuna. Em Ribeirão Preto, sete homens armados levaram 500 quilos de dinamite do galpão de uma pedreira. E no Maranhão a polícia prendeu um bandido com 100 quilos do mesmo explosivo, roubados de uma mineradora.

“Temos que ter essa preocupação do comércio e do trânsito desses explosivos, mas por si só isso não resolve”, diz o secretário de Defesa Social de Minas Gerais, Rômulo de Carvalho Ferraz.

Minas Gerais teve 19 assaltos este ano, e 148 no ano passado. Para o governo do estado, o combate a esse crime exige mais investimentos. “O que resolve é basicamente uma melhor proteção desses aparelhos, desses caixas eletrônicos, e por outro uma investigação cada vez mais eficaz para conter esses grupos criminosos”, afirma Ferraz.

Em nota, enviada ao Fantástico, a Polícia Federal diz que tem intensificado a atuação contra os assaltantes de bancos que utilizam explosivos.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Esta reportagem é mais uma que revela a falência da JUSTIÇA CRIMINAL e a falta de vigilância nas FRONTEIRAS. Está na hora do Brasil deixar o amadorismo de lado e começar a investir na técnica ao invés de insistir em programas partidários e falaciosos que interferem em questões técnicas de justiça e ordem pública. A Justiça Criminal brasileira só será eficiente se estiver apoiada num sistema integrado, ágil, coativo e comprometido com a paz social, com a ordem pública e com a justiça. E o controle, segurança e vigilância das fronteiras necessidade de um corpo policial ostensivo para instalar barreiras, fazer o monitoramento, controlar os acessos, fiscalizar e executar o patrulhamento permanente ao longo das linhas de fronteiras. O resto é pura fantasia. 

domingo, 17 de fevereiro de 2013

IMIGRAÇÃO ILEGAL NOS EUA

ZERO HORA 17 de fevereiro de 2013 | N° 17346

Para não pular o muro

Para melhorar a posição entre eleitores hispânicos, republicanos têm agora nova chance de ajudar a votar uma reforma política da lei de imigração nos Estados Unidos


A nova urgência surgida entre os republicanos para melhorar a posição do partido entre os eleitores hispânicos não é o único motivo pelo qual uma reforma política da lei de imigração dos Estados Unidos pode ter uma chance melhor neste ano do que em 2007, quando o Congresso tentou pela última vez confrontar a questão e fracassou.

Graças a algumas medidas, os problemas por trás da imigração ilegal – pressões econômicas e demográficas que atraíram mexicanos para o norte há décadas em busca de empregos e uma vida melhor, e a dificuldade para proteger a fronteira dos Estados Unidos – diminuíram nos últimos seis anos.

A economia mexicana, embora ainda recheada de ineficiência e desigualdade, está mais forte, fornecendo mais oportunidades de empregos para os trabalhadores. E, no México, origem de aproximadamente seis em cada 10 imigrantes ilegais nos Estados Unidos, a taxa de natalidade caiu na última década, reduzindo a quantidade de emigrantes em potencial.

– Estamos num momento em que mudaram os motivos responsáveis pelo que, durante 40 anos, foi a imigração persistente e crescente – afirmou Doris Meissner, comissária do Serviço de Imigração e Naturalização no governo de Bill Clinton e agora membro do Instituto de Política de Imigração, um grupo de pesquisa.

Ao mesmo tempo, um dos contenciosos nas batalhas anteriores sobre a questão – a segurança das fronteiras – tornou-se menos um foco de conflito partidário. Mesmo entre republicanos de Estados fronteiriços, há otimismo de que os bilhões de dólares gastos nos últimos anos com cercas, reforço de agentes, aviões de vigilância não tripulados e outras medidas estão tendo efeito real.

– Sim, houve melhoria na segurança da fronteira, o que ajuda muito – afirmou o senador John McCain, republicano do Arizona, líder do grupo bipartidário buscando a legislação conjunta, quando questionado se os trâmites políticos para obter acordo desta vez seriam mais fáceis por causa da fiscalização.

Ainda se debate se as mudanças são permanentes ou se seriam revertidas no caso de outra recessão profunda no México ou na América Latina – ou mesmo recuperação forte no crescimento econômico nos EUA.

Mas, por enquanto, a população de imigrantes ilegais nos Estados Unidos mostra poucos sinais de crescimento. Caiu para 11,1 milhões em 2011, o ano mais recente com estatísticas disponíveis, de um pico de 12 milhões em 2007, informou o Centro Hispânico Pew em janeiro. Em nova estimativa, o número de pessoas que conseguiram atravessar a fronteira mexicana ilegalmente para os Estados Unidos caiu para 85 mil em 2011, de 600 mil cinco anos antes.

Com a escala do problema se estabilizando por enquanto, ou mesmo encolhendo, segundo alguns especialistas, há mais espaço para acordos políticos do que da última vez.

– O debate sobre imigração, como se viu nas últimas duas campanhas presidenciais, não acompanhou o ritmo dos fatos – afirmou Paul Taylor, diretor do Centro Hispânico Pew. – Eu realmente sinto que a natureza do debate está mudando e se atualizando.

E há outro ingrediente: o crescimento demográfico do México caiu para uma taxa anual de 1,1% na primeira década deste século, vindo de 3,2% nos anos 1960, segundo o Instituto de Políticas de Migração. O número de pessoas com menos de 15 anos está caindo no México, e o de 15 a 29 anos cairá nos próximos anos, uma mudança importante, já que a maioria dos imigrantes ilegais chega aos Estados Unidos com menos de 30 anos.

As crianças estão ficando mais tempo na escola, um indício da intenção de não migrar em busca de empregos de baixa qualificação, e o desenvolvimento de uma classe média reduziu ainda mais o número de mexicanos compelidos a buscar um meio de vida nos Estados Unidos.

As estatísticas na fronteira são também testemunhos flagrantes da diminuição do fluxo de pessoas buscando atravessar ilegalmente. Refletindo em parte o efeito dissuasivo da vigilância de fronteira mais rígida, assim como as mudanças econômicas e demográficas, o número de apreensões ao longo da fronteira caiu bruscamente. Alguns analistas afirmam que essa queda reflete menos o maior controle da fronteira e mais o reconhecimento, por imigrantes em potencial, de que as chances de encontrar emprego nos Estados Unidos diminuíram bastante nos últimos anos.

Em todo caso, a queda não altera o fato de que existem 11 milhões de pessoas não documentadas vivendo nos EUA, cuja situação precisa ser abordada em legislação detalhada. Embora as mudanças econômicas e demográficas tenham permanecido em segundo plano, analistas afirmam que elas poderiam oferecer mais garantias, particularmente aos conservadores, de que dar status legal para esses imigrantes não produziria uma nova onda deles.

O México continua sofrendo com a instabilidade social. Muitos republicanos continuam a ver o país com cautela, vendo na dificuldade do governo de controlar a violência e a desordem geral por cartéis do tráfico de drogas uma instabilidade perigosa que pode criar problemas transfronteiriços mais profundos.

RICHARD W. STEVENSON | WASHINGTON

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

CASAL É PRESO POR SUSPEITA DE TRAFICAR PESSOAS

ZERO HORA 31 de janeiro de 2013 | N° 17329

INVESTIGAÇÃO NA BAHIA

Casal é preso por suspeita de traficar pessoas

Um casal foi preso por agentes da Polícia Federal na manhã de ontem em Salvador (BA), suspeito de participar de um esquema de tráfico de pessoas para exploração sexual entre o Brasil e a Espanha. Segundo o delegado Fernando Berbert, o casal agenciava mulheres jovens, prometendo a elas trabalhos como dançarina em casas de show espanholas. As vítimas recebiam passagens aéreas e dinheiro para despesas pessoais antes da viagem. Ao chegar, eram forçadas a se prostituir, tinham o passaporte retido e a maior parte dos valores obtidos com os programas ficava com os agenciadores, que ameaçavam as vítimas e seus familiares.

As investigações, em parceria com a polícia espanhola, já identificaram cinco vítimas do esquema.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

COCAÍNA É VENIDA NA FRONTEIRA COM A BOLÍVIA

SBT Brasil
SBT Brasil - publicado em 21/1/2013 às 20:20

Cocaína é vendida na fronteira do Brasil com a Bolívia

A Equipe do SBT Brasil viajou até o estado do Acre, onde o Brasil tem mais de 2.000km de fronteira com o Peru e Bolívia. Os dois maiores produtores de cocaína do mundo. Grande parte da droga vendida nas cidades brasileiras é produzida no país vizinho, e entra pelo estado do Acre. A reportagem do SBT flagrou com exclusividade a ação dos traficantes. Logo na ponte que liga o Brasil com a Bolívia existe um posto da Receita Federal, que deveria ser um Posto de Controle, mas não funciona assim.

Na prática, o trânsito é livre, tanto pra quem vai, quanto pra quem vem. A cocaína é vista o tempo todo na cidade de Cobija, na Bolívia, lá a droga é oferecida em vários pontos, inclusive na ponte que liga o Brasil com a Bolívia. Muitos dos mototaxistas da cidade fazem parte desse serviço. A cocaína chega no Brasil porque muitos brasileiros vão até lá buscar, e entram e saem com a maior facilidade.
http://www.sbt.com.br/jornalismo/noticias/28847/Cocaina-e-vendida-na-fronteira-do-Brasil-com-a-Bolivia.html


Fronteira Abandonada: Cocaína entra facilmente pelo Acre

Em Assis Brasil, no Acre, entra grande parte da cocaína que circula pelo território brasileiro. Os negócios são feitos pelos traficantes peruanos que se disfarçam de taxistas e entregam a mercadoria na cidade. Muitas vezes a fronteira é cruzada passando pelo próprio posto de controle da Receita e da Polícia Federal, sem qualquer vigilância.

A droga é oferecida e negociada livremente pelos traficantes, que também usam o Rio Acre como rota alternativa para o transporte da cocaína. A única exigência deles é ver o dinheiro que será pago, antes de fornecer o entorpecente, o valor chega a R$ 3.200,00 pelo quilo. A falta de controle das autoridades brasileiras transformam a operação em algo simples para os traficantes.

http://www.sbt.com.br/jornalismo/noticias/28882/Fronteira-Abandonada:-Cocaina-entra-facilmente-pelo-Acre.html


Cocaína é misturada com várias substâncias até chegar ao usuário

A cocaína que passa pela fronteira brasileira é distribuída para vários centros do Brasil. Apesar da droga, vinda do Peru ou da Bolívia, ser pura, ela é vendida misturada com diversas substâncias químicas que podem prejudicar, ainda mais, o organismo do usuário. Para lucrar com o tráfico e não desperdiçar o entorpecente traficado, os vendedores chegam a deixar apenas 16% de cocaína no pacote em que vendem.

Para decifrar o que, de fato, existe no produto que chega ao consumidor, a reportagem reuniu amostras de diferente pontos da cidade de São Paulo e levou o material para o laboratório de química da Universidade de Campinas, a Unicamp. No resultado, foram detectados talco, pó de giz, leite em pó e até um relaxante muscular para enganar os dependentes químicos.

http://www.sbt.com.br/jornalismo/noticias/28952/Cocaina-e-misturada-com-varias-substancias-ate-chegar-ao-usuario.html


Droga traficada no Acre reflete na violência de outros estados

Ao longo da semana, o SBT Brasil mostrou a facilidade que os traficantes têm de entrar com drogas no país. Vinda do Peru ou da Bolívia, a cocaína chega no Acre e é distribuída para os outros estados do Brasil. A venda do entorpecente nesses centros urbanos faz com que a violência aumente. De acordo com o governador de São Paulo, Geraldo Alckimin, o estado, muitas vezes, luta contra problemas internos, mas que não serão solucionados enquanto as fronteiras não forem fiscalizadas devidamente.

O mesmo problema acontece no Rio de Janeiro, em que os policiais tentam combater o tráfico nos morros cariocas, mas isso não impede que a cocaína continue circulando em todo o país. Segundo o Chefe da Polícia Federal no Acre, Alexandre Silveira de Oliveira, é necessário aumentar o investimento e a capacidade de inteligência policial para que se possa combater as grandes organizações criminosas que passam pelas fronteiras.

http://www.sbt.com.br/jornalismo/noticias/28995/Droga-traficada-no-Acre-reflete-na-violencia-de-outros-estados.html


COMENTÁRIO 

Alberto Afonso Landa Camargo , via face 29 de janeiro de 2013 13:09

Esquecendo um pouco a comoção pela tragédia de Santa Maria, está na hora de voltarmos às discussões de outras tragédias que se abatem diariamente sobre os brasileiros, consumindo milhares de vidas.

Sobre o tráfico de drogas, que é acompanhado do tráfico de armas e que alimentam o crime nos Estados, o SBT produziu uma série de reportagens mostrando o Acre como local de ampla e irrestrita liberdade para o tráfico. Claro que o Acre é apenas um exemplo que o SBT escolheu, pois esta prática está presente em muitos outros pontos das fronteiras. Isto que só se fala nas fronteiras terrestres apenas, já que o espaço aéreo e marítimo não deve ser diferente.

O tráfico de drogas e armas se reflete nas atribuições das polícias estaduais, sempre sobrecarregadas por este abandono que são nossas fronteiras, assunto que venho procurando discutir há tempos, mas que, parece, por alguma razão não há muito interesse nem dos policiais estaduais, sabidamente os mais sobrecarregados pelo abandono que são as fronteiras e os que mais são vítimas fatais disto. Pode ser, quem sabe, que tendo uma importante emissora televisiva se acordado para a abordagem destes males que passam livremente pelas nossas fronteiras e acabam se refletindo na criminalidade cada vez maior, a discussão possa ter algum incremento no sentido de concluir que a causa da criminalidade não está necessariamente no local onde ela existe com maior incidência, mas a muitos quilômetros de distância onde a fiscalização não existe praticamente.

Paremos para pensar que, se drogas e armas entrassem em menor quantidade no país, certamente o número de crimes diminuiria sensivelmente. Com isto, teríamos menos mortes, menos assaltos, menos crimes enfim, e as polícias estaduais, em especial as militares, entregariam muito menos homens e mulheres à sanha criminosa de tantos que se beneficiam com o tráfico.

A série de filmes produzidos pelo SBT está abaixo. Apenas um, o antepenúltimo da série, coincidentemente o mais impactante, eu não consegui abrir para copiar o endereço. Mas aqueles cujos endereços estão abaixo, são esclarecedores, com o reconhecimento, inclusive, de autoridades que têm a responsabilidade pela fiscalização e da autoridade estadual que comanda a segurança pública no Rio de Janeiro. O que já é um bom começo...

http://www.sbt.com.br/jornalismo/noticias/28847/Cocaina-e-vendida-na-fronteira-do-Brasil-com-a-Bolivia.html

http://www.sbt.com.br/jornalismo/noticias/28882/Fronteira-Abandonada:-Cocaina-entra-facilmente-pelo-Acre.html

http://www.sbt.com.br/jornalismo/noticias/28952/Cocaina-e-misturada-com-varias-substancias-ate-chegar-ao-usuario.html

http://www.sbt.com.br/jornalismo/noticias/28995/Droga-traficada-no-Acre-reflete-na-violencia-de-outros-estados.html

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

A DIFERENÇA ENTRE UM FUZIL E UM RIFLE DE ASSALTO (CARABINA)



A Carabina M4A1ao contrário do M16 (convencional), do AR-15 e outros trata-se de uma versão mais curta e mais leve do fuzil de assalto M16A2, tendo 80% de suas peças em comum com a M16A2. O M4A1 tem opções de fogo, incluindo intermitente simples (de um em um disparo) ou "intermitente triplo" (de três em três disparos, como o M16A2) ou, ainda, a opção remetente (disparos contínuos) no lugar da "intermitente triplo".

O AR-15, deve sua existência a estudos realizados que comprovaram que o melhor cartucho militar seria algo como um .22 de alta velocidade, com base nesse estudo o exército americano encomendou a criação um fuzil de calibre .22 capaz de penetrar um capacete de aço a 500 metros. Isso na década de 50.

Em suma, o M4A1 é um rifle (carabina) de assalto, quando na realidade o AR-15 é usado a distância e com munição diferenciada (menor calibre).

Portanto, a Arma apreendida esta semana pela BM nao é um fuzil ar-15 que seria calibre .22 de altissima velocidade e sim um M4A1 montado para este fim com peças visiveis de um M16

O AR15 tem carregador reto e nao curvo como M16 e o M4A1 e M4A2

Somente algumas diferenças:

AR-15: mais comprido ; carregador reto ; coronha inteiriça ; guarda - mão maior ; arma original

M4A1:mais curto ; carregador curvo ; coronha ajustável ; guarda - mão menor ; aperfeiçoamento do AR-15.

A Colt M4A1 é uma versão atualizada da carabina M4 de 5.56x45mm NATO. Difere da M4 original, no selector de tiro, onde a opção de disparos remetentes é agora automática e na presença de uma calha RIS (Rail Interface System) no topo do corpo da arma, onde a pega que contém a mira é assente.

Existem versões onde a calha RIS também está presente no guarda-mão, sendo esta versão a base para o programa SOPMOD (Special Operations Peculiar Modification), que permite ao soldado modificar o seu fuzil instantâneamente de modo a desempenhar melhor o papel desejado na missão. 

A Carabina M4A1 consiste de uma família de armas de fogo. Seguindo a direção contrária à sua linhagem temos versões anteriores do M16, todas baseadas no original AR-15 feitas pelo ArmaLite. Trata-se de uma versão mais curta e mais leve do fuzil de assalto M16A2, tendo 80% de suas peças em comum com a M16A2. 

O M4A1 tem opções de fogo, incluindo intermitente simples (de um em um disparo) ou "intermitente triplo" (de três em três disparos, como o M16A2) ou, ainda, a opção remetente (disparos contínuos) no lugar da "intermitente triplo". (Site de atiradores colt)

A FOTO EM ANEXO MOSTRA:

1. AR15  -  CORONHA FIXA, CANO LONGO E CARREGADOR RETO .22

2. M16 5.56

3. M4A1 5.56

4. AM4A2 .308


Fonte: Um amigo da Colt.

Nota: matéria tirada do facebook postada por Vinicius Souza

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

A HIPOCRISIA ALIMENTA O TRÁFICO DE MULHERES

REVISTA ÉPOCA
21 DE OUTUBRO DE 2012 | 12:00 | CRÔNICA |

BRUNO ASTUTO, com Acyr Méra Junior e Dani barbi




Existem duas realidades no tráfico de mulheres para fins de exploração sexual. Na primeira, são moças enganadas por uma esperta rede de traficantes, que lhes promete empregos de garçonete, balconista ou dançarina no exterior. Na maior parte das vezes, a traficante muda-se para a vizinhança da vítima, faz amizade com ela, fala paulatinamente das vantagens do trabalho fora. Também usa o disfarce da “experiência própria”: como várias amigas, e até ela mesma, se beneficiaram da mudança, de como juntaram dinheiro rapidamente e compraram casa própria para a família — afinal, as despesas são pagas pela firma que as contrata e se ganha em dólar.

Seduzidas, as moças decidem viajar, com passaporte e visto prontamente tirados pela traficante, que também lhes compra roupas e a passagem. Assim que chegam ao destino final, elas se dão conta de que foram enganadas e são forçadas a dançar e se prostituir em boates abaixo de qualquer nota, hospedadas (ou encarceradas) em minúsculos apartamentos em condições subumanas. São avisadas de que terão que pagar a “dívida”: a passagem, as roupas, a alimentação, cujos valores não param de crescer, e forçadas a “trabalhar” 14, 16, 18 horas por dia. Têm seus passos vigiados por seguranças, só podem entrar em contato com a família sob escuta e são constantemente lembradas que essa está sob a mira dos traficantes. Se resolverem dar um “mau passo” e tentar entregar a rede, são executadas — algumas recebem altas doses de drogas para dar aparência à polícia de que morreram por overdose.

A outra realidade é a das moças que partem para o exterior sabendo que vão se prostituir. Nada muda a não ser a ciência da natureza do trabalho que farão. Da mesma forma, elas são escravizadas, cerceadas, veem-se reféns dos traficantes/cafetões e têm que pagar a “dívida”.

Algumas dessas moças chegam a voltar à terra natal, só para não levantar a suspeita de que foram escravizadas. Por vergonha de sua condição, não contam a ninguém que saíram do país para vencer na vida como modelo, garçonete ou balconista e viraram prostitutas, ainda que sob ameaça. E o medo de que a máfia faça algum mal a sua família colabora para o silêncio.

Um estudo da Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça, em parceria com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), revelou que, entre 2005 e 2011, 475 pessoas foram vítimas do tráfico de pessoas. Dessas, 337 sofreram exploração sexual e 135 foram submetidas a trabalho escravo. Sabe-se que esse é um número bem aquém da realidade, pois as denúncias, por todos os motivos expostos aqui, são raras. No mundo inteiro, 2,4 milhões de pessoas são traficadas anualmente, movimentando entre US$ 7 bilhões e US$ 12 bilhões para as diferentes máfias. É a terceira atividade mais lucrativa do crime organizado no mundo, perdendo apenas para o tráfico de drogas e armas.

Essa é a trama principal de Salve Jorge, a novela das nove que estreia amanhã. Num primeiro momento, Jéssica, a personagem de Carolina Dieckmann, servirá para explicar um pouco o tráfico de mulheres. Em seguida, será a vez de a mocinha, Morena, vivida por Nanda Costa, ser engabelada pelos traficantes. Ela vai deixar seu grande amor, sua família e seus amigos para ir atrás do sonho de uma vida melhor.

Além de uma história eletrizante e cheia de romance e vilania, Glória Perez, a autora que tem o hábito de colocar com tato e maestria o dedo na ferida da sociedade, promete confrontar o telespectador com um fantasma que só ajuda a mascarar esse tipo de crime: o preconceito. Muitas dessas mulheres, quer não tenham sido enganadas ou sim, são tratadas com a espada que marginaliza as prostitutas. É como se dissessem a elas: foram porque quiseram; puta merece. Que soubessem ou não o tipo de trabalho que as esperava, as traficadas são vítimas, sim, pois foram alojadas e acolhidas sob ameaça, fraude, rapto, coação e situação de vulnerabilidade. Quando são resgatadas ou conseguem escapar da máfia, elas enfrentam a dificuldade da reinserção na sociedade. No workshop da novela, do qual participei com o elenco, conheci muitas delas. Todas reclamaram da forma como foram recebidas de volta, como se tivesse culpa pelo que passaram. As famílias fazem um pacto de silêncio para esconder a vergonha.

Com Salve Jorge, esse silêncio será rompido, expondo à sociedade brasileira um crime que acontece tão ordinariamente sob suas narinas, mas que, pela hipocrisia com que se abordam a prostituição e a exploração sexual no país, foi colocado para baixo do tapete como se ele não existisse ou como ele se fosse descaramento de mulher da vida.

NOTA: Matéria indicada por Ana Maria Bruni - Um estudo da Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça, em parceria com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), revelou que, entre 2005 e 2011, 475 pessoas foram vítimas do tráfico de pessoas. Dessas, 337 sofreram exploração sexual e 135 foram submetidas a trabalho escravo. Sabe-se que esse é um número bem aquém da realidade, pois as denúncias, por todos os motivos expostos aqui, são raras. No mundo inteiro, 2,4 milhões de pessoas são traficadas anualmente, movimentando entre US$ 7 bilhões e US$ 12 bilhões para as diferentes máfias. É a terceira atividade mais lucrativa do crime organizado no mundo, perdendo apenas para o tráfico de drogas e armas.

http://colunas.revistaepoca.globo.com/brunoastuto/2012/10/21/a-hipocrisia-alimenta-o-trafico-de-mulheres/

Ligue 180 - é a Central de Atendimento à Mulher que recebe denúncias de violência, inclusive do tráfico de mulheres, além de orientações sobre direitos. A ligação é sigilosa e gratuita.

No caso de vítimas menores de 18 anos, as denúncias deverão ser encaminhas à Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH) - Presidência da República, pelos seguintes telefones: (61) 3429-9907, ou apenas disque "100"