PF divulga imagens que mostram traficantes entrando no Brasil com drogas. Jornal Nacional, Terça-feira, 19/07/2011
Os bandidos aparecem comemorando o momento em que transportavam drogas trazidas do Paraguai. Toda a quadrilha, formada por três casais, estava dividida em três carros e foi presa alguns quilômetros depois em outra blitz da Polícia Rodoviária Federal.
COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Parabéns à atenta equipe da PRF de Laranjeiras do Sul no Paraná, distante 300 km da fronteira, que acabaram com a farra dos bandidos e e a inoperância das forças de segurança na fronteira.
Este Blog destaca o cenário atual de descaso, descontrole e insegurança nas fronteiras do Brasil, produzido políticas governamentais superficiais, militarizadas, pontuais, omissas na competência federal e inoperantes na contenção dos crimes de contrabando, descaminho, abigeato e tráfico de pessoas, armas, munição, drogas, valores, arte, veículos e animais.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
NIGERIANOS FLAGRADOS COM DROGAS NO ESTÔMAGO
PEGOS NO AEROPORTO - ZERO HORA 20/07/2011
Agentes da Polícia Federal detiveram, no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (SP), 22 nigerianos que tentavam embarcar para o continente africano com cápsulas de cocaína no estômago. Eles tentavam embarcar a Luanda, capital da Angola, na tarde de segunda-feira em um voo da empresa TAAG.
Com informações de que o grupo estaria transportando droga, supostamente cocaína, no estômago, os policiais abordaram os estrangeiros ao passar pelo scanner de Raio X. O grupo foi encaminhado em um ônibus para o Hospital Geral de Guarulhos. Na mala de um deles foram encontrados cerca de oito quilos da mesma droga.
Alguns dos nigerianos já teriam expelido parte da droga durante processo de lavagem estomacal pelo qual passaram. Do estômago de um deles, foram expelidos dois quilos da droga em pequenas cápsulas. Outro precisou passar por cirurgia. Um 23º nigeriano chegou a ser detido, mas ficou provado que ele não tinha relação com o grupo.
Depois de liberados do hospital, os nigerianos foram levados para delegacia da Polícia Federal em Cumbica. Os agentes acreditam que São Paulo e Luanda eram apenas conexões na rota do tráfico.
2kg foi a quantidade de cocaína dividida em pequenas cápsulas expelida do estômago de um dos africanos.
Agentes da Polícia Federal detiveram, no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (SP), 22 nigerianos que tentavam embarcar para o continente africano com cápsulas de cocaína no estômago. Eles tentavam embarcar a Luanda, capital da Angola, na tarde de segunda-feira em um voo da empresa TAAG.
Com informações de que o grupo estaria transportando droga, supostamente cocaína, no estômago, os policiais abordaram os estrangeiros ao passar pelo scanner de Raio X. O grupo foi encaminhado em um ônibus para o Hospital Geral de Guarulhos. Na mala de um deles foram encontrados cerca de oito quilos da mesma droga.
Alguns dos nigerianos já teriam expelido parte da droga durante processo de lavagem estomacal pelo qual passaram. Do estômago de um deles, foram expelidos dois quilos da droga em pequenas cápsulas. Outro precisou passar por cirurgia. Um 23º nigeriano chegou a ser detido, mas ficou provado que ele não tinha relação com o grupo.
Depois de liberados do hospital, os nigerianos foram levados para delegacia da Polícia Federal em Cumbica. Os agentes acreditam que São Paulo e Luanda eram apenas conexões na rota do tráfico.
2kg foi a quantidade de cocaína dividida em pequenas cápsulas expelida do estômago de um dos africanos.
CONEXÃO PARAGUAIA INDICA ATUAÇÃO DE NOVATO NO TRÁFICO DE DROGAS EM PORTO ALEGRE

Apreensão indicaria ingresso de novato - NILSON MARIANO, zero hora 20/07/2011
Polícia acredita que traficante se estabeleceria na Capital com 395 quilos de maconha
Um novo traficante de drogas, considerado ousado e com ramificações na zona produtora de maconha do Paraguai, pode estar agindo em Porto Alegre. O alerta soou na madrugada de ontem, quando 18 agentes do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) apreenderam, na zona sul da Capital, 395 quilos de maconha em uma casa abandonada.
Odiretor do Denarc, delegado Heliomar Franco, destaca que a apreensão surpreende por motivos além da quantidade. Grandes volumes de maconha já foram interceptados em rodovias ou na área rural, em sítios, mas não dentro da cidade. Via de regra, os tóxicos são partilhados antes de entrar na Capital, na estratégia dos traficantes de despistar a polícia e diminuir os prejuízos em caso de apreensão.
– É alguém novo, um brasileiro, que foi ousado ao estocar grande quantidade – avalia Franco.
A apreensão dos 395 quilos ocorreu às 5h da madrugada, na Avenida Juca Batista, dentro da Operação Guarani – o nome é referência a traficantes paraguaios que falam a língua indígena quando acertam negócios com os comparsas brasileiros. Quando as viaturas do Denarc chegaram à residência, ninguém escoltava a droga.
O delegado da 1ª Delegacia de Investigações do Narcotráfico (DIN) do Denarc, Mario Souza, diz que as investigações eram feitas desde março. Nos últimos dois dias, os policiais vigiavam a casa onde estava armazenada a maconha, mas não viram os traficantes. Eles podem ter desconfiado da presença policial e se escondido. Para garantir a prova do crime, o Denarc resolveu apreender o entorpecente.
– Não há perda nas investigações, porque conseguimos a materialidade do crime – diz Franco.
Jato de tinta em pacotes pode indicar procedência
A apreensão foi a primeira etapa. A segunda será ir atrás dos traficantes. Franco assegura que existem pistas, trata-se de uma quadrilha que atua há pelo menos uma década na Capital. Alguns têm antecedentes na Justiça. Nos últimos meses, teve o reforço do novo traficante.
– Tem gente nova. Vamos atrás dos suspeitos, são indivíduos astuciosos – aposta o delegado.
Avaliada em cerca de R$ 500 mil, a carga de maconha veio do Paraguai, desceu por Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina até entrar em Porto Alegre. Franco não sabe exatamente a rota rodoviária, mas acredita que veio em um só veículo. Embalada em diferentes tamanhos, tinha jatos de tinta azul e preta nos pacotes, o que pode indicar a procedência ou o destinatário. A suposição é de que seria distribuída exclusivamente na Zona Sul.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
EM UM MÊS, OPERAÇÃO APREENDE 11 TONELADAS DE DROGA, SEGUNDO MJ
Em um mês, operação na fronteira apreende 11 toneladas de droga - CAROLINA SARRES DE BRASÍLIA, FOLHA ONLINE, 11/07/2011 - 18h21
Foram apreendidas 11 toneladas de maconha e cocaína nos primeiros 30 dias da operação Sentinela de combate ao crime organizado na fronteira brasileira, segundo informações do Ministério da Justiça. Também foram presos em flagrante 550 pessoas e apreendidos 183,7 mil aparelhos eletrônicos e 358 mil pacotes de cigarro.
A apreensão de maconha nas fronteiras representou uma alta de 64,2% na comparação com as 6,3 toneladas retidas no período de janeiro a maio, segundo o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça). Segundo ele, o resultado foi "extremamente positivo".
O crescimento das apreensões, diz o ministro, se deve à ação coordenada entre os ministérios da Justiça e da Defesa e as polícias nacionais dos países vizinhos. Houve uma reformulação da política de fronteiras, que agora tem a participação integrada da Polícia Federal, da Polícia Nacional Rodoviária e da Força Nacional.
Ele ainda afirmou que a parceria com países fronteiriços tem contribuído para a diminuição do plantio de drogas em territórios vizinhos. Segundo o ministro, a questão é estratégica porque as fronteiras brasileiras ocupam 27% de todo o território nacional --cerca de 2,3 milhões de km2, ao longo de 11 Estados.
Dados do ministério apontam que foram erradicados 900 hectares de coca no Peru --o que resultaria em 600 quilos de cocaína-- e 900 hectares de maconha no Paraguai --que daria origem a 1.200 toneladas da droga.
"O desejo é não fazer apreensões, mas atuar de forma que não haja mais apreensões. A "erradicação do solo" dos países vizinhos é uma estratégia que botamos muita fé, porque erradicando conseguiremos reduzir fortemente o tráfico de drogas", afirmou Cardozo.
Os custos, o efetivo, os períodos e os locais onde há atuação da operação Sentinela não foram divulgados por motivos de segurança.
Foram apreendidas 11 toneladas de maconha e cocaína nos primeiros 30 dias da operação Sentinela de combate ao crime organizado na fronteira brasileira, segundo informações do Ministério da Justiça. Também foram presos em flagrante 550 pessoas e apreendidos 183,7 mil aparelhos eletrônicos e 358 mil pacotes de cigarro.
A apreensão de maconha nas fronteiras representou uma alta de 64,2% na comparação com as 6,3 toneladas retidas no período de janeiro a maio, segundo o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça). Segundo ele, o resultado foi "extremamente positivo".
O crescimento das apreensões, diz o ministro, se deve à ação coordenada entre os ministérios da Justiça e da Defesa e as polícias nacionais dos países vizinhos. Houve uma reformulação da política de fronteiras, que agora tem a participação integrada da Polícia Federal, da Polícia Nacional Rodoviária e da Força Nacional.
Ele ainda afirmou que a parceria com países fronteiriços tem contribuído para a diminuição do plantio de drogas em territórios vizinhos. Segundo o ministro, a questão é estratégica porque as fronteiras brasileiras ocupam 27% de todo o território nacional --cerca de 2,3 milhões de km2, ao longo de 11 Estados.
Dados do ministério apontam que foram erradicados 900 hectares de coca no Peru --o que resultaria em 600 quilos de cocaína-- e 900 hectares de maconha no Paraguai --que daria origem a 1.200 toneladas da droga.
"O desejo é não fazer apreensões, mas atuar de forma que não haja mais apreensões. A "erradicação do solo" dos países vizinhos é uma estratégia que botamos muita fé, porque erradicando conseguiremos reduzir fortemente o tráfico de drogas", afirmou Cardozo.
Os custos, o efetivo, os períodos e os locais onde há atuação da operação Sentinela não foram divulgados por motivos de segurança.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
TRÁFICO DE PESSOAS - HAITIANOS SÃO ALICIADOS PARA ENTRAR NO BRASIL
PF prende acusado de aliciar haitianos para entrar no Brasil. Após prometer trabalho e moradia, acusado cobrava até US$ 2 mil para levá-los do Peru até o Brasil - 06 de julho de 2011 | 16h 05 - Marcela Gonsalves - estadão.com.br
SÃO PAULO - A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira, 5, em Tabatinga (AM), o haitiano R. J., de 28 anos, acusado de introduzir estrangeiros clandestinamente e de forma irregular no país.
A investigação começou após denúncia dos próprios haitianos. Segundo os estrangeiros, o acusado cobrava até dois mil dólares para levá-los do Peru até o Brasil. O suspeito, que fala espanhol, prometia trabalho, facilidade para obter moradia em Tabatinga e transporte até Manaus, capital do estado. Pela alta quantia que cobrava, alguns haitianos se revoltaram e foram à Delegacia da PF delatar a situação.
Após as declarações dos haitianos, foi aberto um Inquérito Policial para apurar os fatos e a Justiça Federal decretou o mandado de prisão. R.J. foi encaminhado para a Unidade Prisional de Tabatinga, onde espera seu julgamento. A pena para esse tipo de crime é de 1 a 3 anos de reclusão e expulsão do estrangeiro.
Segundo a PF, em 2010, após o terremoto de janeiro no Haiti, cerca de 500 moradores da ilha entraram no município amazonense. Neste ano, mais de 850 haitianos adentraram no país e cerca de 400 estão esperando em Tabatinga para serem atendidos pela Polícia Federal.
Os imigrantes vem do Haiti, passando pela República Dominicana e pelo Equador. Depois chegam ao Peru na cidade de Santa Rosa, que faz fronteira pelo Rio Solimões com Tabatinga. Posteriormente, a maioria dos haitianos vai para Manaus em busca de emprego para ajudar suas famílias.
SÃO PAULO - A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira, 5, em Tabatinga (AM), o haitiano R. J., de 28 anos, acusado de introduzir estrangeiros clandestinamente e de forma irregular no país.
A investigação começou após denúncia dos próprios haitianos. Segundo os estrangeiros, o acusado cobrava até dois mil dólares para levá-los do Peru até o Brasil. O suspeito, que fala espanhol, prometia trabalho, facilidade para obter moradia em Tabatinga e transporte até Manaus, capital do estado. Pela alta quantia que cobrava, alguns haitianos se revoltaram e foram à Delegacia da PF delatar a situação.
Após as declarações dos haitianos, foi aberto um Inquérito Policial para apurar os fatos e a Justiça Federal decretou o mandado de prisão. R.J. foi encaminhado para a Unidade Prisional de Tabatinga, onde espera seu julgamento. A pena para esse tipo de crime é de 1 a 3 anos de reclusão e expulsão do estrangeiro.
Segundo a PF, em 2010, após o terremoto de janeiro no Haiti, cerca de 500 moradores da ilha entraram no município amazonense. Neste ano, mais de 850 haitianos adentraram no país e cerca de 400 estão esperando em Tabatinga para serem atendidos pela Polícia Federal.
Os imigrantes vem do Haiti, passando pela República Dominicana e pelo Equador. Depois chegam ao Peru na cidade de Santa Rosa, que faz fronteira pelo Rio Solimões com Tabatinga. Posteriormente, a maioria dos haitianos vai para Manaus em busca de emprego para ajudar suas famílias.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
CONTRABANDO - APREENDIDOS 11 MIL MAÇOS DE CIGARROS A 100 KM DE PORTO ALEGRE
Apreendidos 11 mil maços de cigarros contrabandeados. Produtos foram localizados em dois carros na BR 386, em Lajeado. Marjuliê Martini / Rádio Guaíba - CORREIO DO POVO, 06/07/2011
Agentes da Receita Federal e da Polícia Rodoviária Federal apreenderam cigarros contrabandeados, na madrugada desta quarta-feira, na BR 386 em Lajeado, no Vale do Taquari. Em um Santana e em um Astra, com placas de Gramado, foram encontrados 11 mil maços vindos do Paraguai.
Os carros foram retidos pela Receita e os motoristas, identificados e liberados. Eles serão autuados e devem responder por contrabando e descaminho. Além disso, ônibus e outros automóveis foram fiscalizados e algumas pessoas, que superaram as cotas de compras no Paraguai, tiveram as mercadorias apreendidas.
COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - É mais uma prova da facilidade com que os contrabandistas passam produtos pelas fronteiras do Brasil. Lageado fica a 100 km da capital do RS, Porto Alegre e distante mais de 500 km da fronteira.
Agentes da Receita Federal e da Polícia Rodoviária Federal apreenderam cigarros contrabandeados, na madrugada desta quarta-feira, na BR 386 em Lajeado, no Vale do Taquari. Em um Santana e em um Astra, com placas de Gramado, foram encontrados 11 mil maços vindos do Paraguai.
Os carros foram retidos pela Receita e os motoristas, identificados e liberados. Eles serão autuados e devem responder por contrabando e descaminho. Além disso, ônibus e outros automóveis foram fiscalizados e algumas pessoas, que superaram as cotas de compras no Paraguai, tiveram as mercadorias apreendidas.
COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - É mais uma prova da facilidade com que os contrabandistas passam produtos pelas fronteiras do Brasil. Lageado fica a 100 km da capital do RS, Porto Alegre e distante mais de 500 km da fronteira.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
ROTA DO TRÁFICO
- OPINIÃO, O Estado de S.Paulo - 03/07/2011
A consolidação do Brasil como uma das principais rotas de tráfico da cocaína produzida nos Andes para a Europa, comprovada por um relatório da agência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre drogas e crimes, era uma questão de tempo. Com o aumento da repressão ao tráfico nos países antes utilizados como rota da droga para a Europa, como México, Panamá e República Dominicana, os traficantes que operam na América Latina tiveram de encontrar outros caminhos. Os cerca de 17 mil quilômetros de fronteiras do Brasil com dez países sul-americanos, até agora muito pouco vigiados, e a ineficácia das políticas de prevenção e combate às drogas facilitaram a escolha dos criminosos.
Os resultados apresentados há pouco pela agência da ONU não deixam dúvidas quanto à importância do território brasileiro para o tráfico de drogas. O Relatório Mundial de Drogas informa que o número de carregamentos de cocaína procedentes do Brasil apreendidos na Europa saltou de 25 em 2005 para 260 em 2009.
O fato de esse aumento ter ocorrido num período em que a agência da ONU detectou uma redução na área cultivada com coca (de 221,3 mil hectares em 2000 para 149,1 mil hectares em 2010, diminuição de 33%) mostra que os traficantes concentraram boa parte de suas operações no País. Mesmo assim, o Brasil não é o principal ponto de embarque da cocaína apreendida na Europa. Esse posto cabe à Venezuela; em seguida vêm o Equador, o Brasil e a Argentina. Mas o Brasil é o único país sul-americano do qual partiu cocaína apreendida na África em 2009.
O estudo mostra também uma mudança na forma como a cocaína é levada do Brasil para a Europa. O volume total apreendido passou de 330 kg em 2005 para 1.500 kg em 2009. Ou seja, o peso médio de cada carregamento apreendido na Europa diminuiu de 13,6 para 5,8 kg. Mais pessoas estão transportando cocaína do Brasil para a Europa, mas cada uma leva, em média, uma quantidade menor da droga, o que torna mais fácil o tráfico e mais difícil a ação policial.
Outro dado que mostra a importância que o Brasil passou a ter no tráfico mundial de drogas é o volume de drogas apreendido dentro do território nacional. Em 2004, a polícia brasileira apreendeu 8 toneladas de cocaína e, em 2009, 24 toneladas. Ou seja, as apreensões triplicaram em quatro anos, o que indica movimentação bem maior da droga em território nacional.
A maior parte da droga que entra no Brasil é destinada ao mercado externo. As estimativas da agência da ONU indicam que o Brasil tem cerca de 900 mil usuários de cocaína ou de derivados de coca, como crack. Embora represente o maior contingente de usuários da América Latina, esse número, se comparado com a população, deixa o Brasil atrás da Argentina, do Chile e do Uruguai.
A importância que o Brasil passou a ter nas rotas do narcotráfico levou o governo americano a advertir o brasileiro para a necessidade de negociar mais intensamente com países da América Central sobre medidas de combate ao tráfico de drogas e de aderir ao acordo sobre o tema assinado pelos Estados Unidos com países da África Ocidental.
Além de agir no plano diplomático, o governo brasileiro precisa ser mais eficiente no combate ao tráfico. Nesse campo, sua ação tem sido insuficiente e ineficaz, e os números divulgados pela agência da ONU comprovam isso.
Só recentemente o governo decidiu agir de maneira coordenada para controlar melhor as fronteiras, por meio de plano que prevê a ação conjunta de todos os órgãos federais de segurança pública e das Forças Armadas, sob um comando unificado. Além do contrabando de mercadorias, a falta de controle nas fronteiras brasileiras tem estimulado o tráfico de drogas e de armas.
Órgãos estaduais também poderão participar dessa ação, por meio de convênio com o governo federal. Mas o êxito dessa política depende também, e muito, da cooperação dos governos dos países vizinhos, alguns dos quais são os maiores produtores de drogas.
A consolidação do Brasil como uma das principais rotas de tráfico da cocaína produzida nos Andes para a Europa, comprovada por um relatório da agência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre drogas e crimes, era uma questão de tempo. Com o aumento da repressão ao tráfico nos países antes utilizados como rota da droga para a Europa, como México, Panamá e República Dominicana, os traficantes que operam na América Latina tiveram de encontrar outros caminhos. Os cerca de 17 mil quilômetros de fronteiras do Brasil com dez países sul-americanos, até agora muito pouco vigiados, e a ineficácia das políticas de prevenção e combate às drogas facilitaram a escolha dos criminosos.
Os resultados apresentados há pouco pela agência da ONU não deixam dúvidas quanto à importância do território brasileiro para o tráfico de drogas. O Relatório Mundial de Drogas informa que o número de carregamentos de cocaína procedentes do Brasil apreendidos na Europa saltou de 25 em 2005 para 260 em 2009.
O fato de esse aumento ter ocorrido num período em que a agência da ONU detectou uma redução na área cultivada com coca (de 221,3 mil hectares em 2000 para 149,1 mil hectares em 2010, diminuição de 33%) mostra que os traficantes concentraram boa parte de suas operações no País. Mesmo assim, o Brasil não é o principal ponto de embarque da cocaína apreendida na Europa. Esse posto cabe à Venezuela; em seguida vêm o Equador, o Brasil e a Argentina. Mas o Brasil é o único país sul-americano do qual partiu cocaína apreendida na África em 2009.
O estudo mostra também uma mudança na forma como a cocaína é levada do Brasil para a Europa. O volume total apreendido passou de 330 kg em 2005 para 1.500 kg em 2009. Ou seja, o peso médio de cada carregamento apreendido na Europa diminuiu de 13,6 para 5,8 kg. Mais pessoas estão transportando cocaína do Brasil para a Europa, mas cada uma leva, em média, uma quantidade menor da droga, o que torna mais fácil o tráfico e mais difícil a ação policial.
Outro dado que mostra a importância que o Brasil passou a ter no tráfico mundial de drogas é o volume de drogas apreendido dentro do território nacional. Em 2004, a polícia brasileira apreendeu 8 toneladas de cocaína e, em 2009, 24 toneladas. Ou seja, as apreensões triplicaram em quatro anos, o que indica movimentação bem maior da droga em território nacional.
A maior parte da droga que entra no Brasil é destinada ao mercado externo. As estimativas da agência da ONU indicam que o Brasil tem cerca de 900 mil usuários de cocaína ou de derivados de coca, como crack. Embora represente o maior contingente de usuários da América Latina, esse número, se comparado com a população, deixa o Brasil atrás da Argentina, do Chile e do Uruguai.
A importância que o Brasil passou a ter nas rotas do narcotráfico levou o governo americano a advertir o brasileiro para a necessidade de negociar mais intensamente com países da América Central sobre medidas de combate ao tráfico de drogas e de aderir ao acordo sobre o tema assinado pelos Estados Unidos com países da África Ocidental.
Além de agir no plano diplomático, o governo brasileiro precisa ser mais eficiente no combate ao tráfico. Nesse campo, sua ação tem sido insuficiente e ineficaz, e os números divulgados pela agência da ONU comprovam isso.
Só recentemente o governo decidiu agir de maneira coordenada para controlar melhor as fronteiras, por meio de plano que prevê a ação conjunta de todos os órgãos federais de segurança pública e das Forças Armadas, sob um comando unificado. Além do contrabando de mercadorias, a falta de controle nas fronteiras brasileiras tem estimulado o tráfico de drogas e de armas.
Órgãos estaduais também poderão participar dessa ação, por meio de convênio com o governo federal. Mas o êxito dessa política depende também, e muito, da cooperação dos governos dos países vizinhos, alguns dos quais são os maiores produtores de drogas.
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